https://deniseead2015.blogspot.com/2017/04/psicologia-da-vida-adulta-sintomas-do.html
Ao assistir uma reportagem esta semana sobre os professores agredidos em sala de aula iniciei uma análise sobre a atual condição do professor. É muito estressante ser tão desvalorizado pelo Governo, pais, alunos e demais membros da comunidade escolar. Aconteceu algo muito desagradável no mês de Maio, na escola onde leciono. Devido há algumas reclamações dos pais que alguns professores teriam gritado ou humilhados alguns alunos, a escola foi ameaçada pela mães de uma possível invasão. O caus se instalou na escola, pois as mães ameaçavam usar de violência contra professores e direção. A situação se resolveu com a intervenção da Brigada Militar e da SEDUC. Após o acontecido vários professores entraram em licença saúde, alegando estarem sofrendo de estresse pós traumático. Com certeza um fato assim mexe com o psicológico dos professores. Presumo que a situação se instalou pela falta de estrutura que os professores enfrentam hoje em dia e no atual Governo que segue sua fala "que o funcionário público é o causador do deficit nas contas do governo". O professor está tão estressado pela falta de recursos e salários atrasados, pela falta de estrutura nas escolas, pelas salas superlotadas com alunos indisciplinados e sem limites, que inicia um processo de fadiga, um cansaço da profissão...Começam ai as crises de estresse, e junto com ela sintomas ,nunca tidos antes ,como: medo de sair de casa, ansiedade, fobias sociais, esgotamento, suores noturnos, boca seca, tonturas, náuseas irritabilidade, impaciência, tremores, sensação de asfixia, ..., e juntamente com isto tudo o professor inicia um processo de irritabilidade dentro da sala de aula. Se enerva com alunos, como já disse, sem limites, e acaba gritando. Grita por socorro, infelizmente no lugar errado: a sala de aula.
Triste realidade a do professor que ainda é o chefe da família, arrimo de família, está fazendo o lugar de pai e mãe, ... e tem várias obrigações sobre sua pessoa.
domingo, 9 de junho de 2019
REFLEXÃO DAS POSTAGENS IX - CULTURA INDÍGENA
https://deniseead2015.blogspot.com/2017/09/cultura-indigena.html
Mesmo participando das aulas de Cultura Indígena e sabendo das leis que regem o Ensino da Cultura Indígena e Africana, ainda nos limitamos a trabalhar estes conteúdos somente em datas específicas, então decidi realizar no próximo semestre um Projeto de Ensino sobre a Cultura Indígena. O projeto será realizado pelo terceiro ano. Nunca realizaram um projeto, sei que será bem trabalhoso, mas acho que valerá a pena. Alguns entraves estão no caminho, pois a sala de informática onde, também se localiza o Datashow, está fechada. Também gostaria de fazer um passeio, mas a escola tão pouco os alunos dispõem de verba para alugar um ônibus, onde visitaríamos um aldeia indígena ou museu.
Será necessário levar aos alunos todas as informações importantes sobre o tema. Também será solicitado aos alunos que tragam algumas informações de casa. Será trabalhado a colonização e todas as mudanças que a chegada do europeu causou nas tribos que aqui viviam no Brasil. Tentaremos mapear, também, as principais tribos e suas localizações no território brasileiro. Estará previsto no Projeto uma aula sobre artesanato, onde os alunos poderão realizar trabalhos manuais com sementes e outros apetrechos, uma aula sobre a alimentação, para observarem quantas comidas indígenas fazem parte da nossa alimentação. Falar sobre a religião e os costumes, bem como a linguagem. Gostaria muito que os alunos apreciassem o filme "Tainá" e alguns documentários sobre a vida indígena, mas dependerá da liberação do datashow pela direção da escola.
Neste projeto além do objetivo dos alunos conhecerem a cultura indígena terá como desafio, principalmente para o professor, de tornar as aulas sobre o tema interessantes e lúdicas. Fazer com que os alunos se estimulem a trabalharem e a realizarem atividades em grupo e incluir neste projeto as demais disciplinas do currículo.
Espero poder colocar em prática este projeto, que será colocado em pauta na próxima reunião para a liberação da supervisão da escola.
Mesmo participando das aulas de Cultura Indígena e sabendo das leis que regem o Ensino da Cultura Indígena e Africana, ainda nos limitamos a trabalhar estes conteúdos somente em datas específicas, então decidi realizar no próximo semestre um Projeto de Ensino sobre a Cultura Indígena. O projeto será realizado pelo terceiro ano. Nunca realizaram um projeto, sei que será bem trabalhoso, mas acho que valerá a pena. Alguns entraves estão no caminho, pois a sala de informática onde, também se localiza o Datashow, está fechada. Também gostaria de fazer um passeio, mas a escola tão pouco os alunos dispõem de verba para alugar um ônibus, onde visitaríamos um aldeia indígena ou museu.
Será necessário levar aos alunos todas as informações importantes sobre o tema. Também será solicitado aos alunos que tragam algumas informações de casa. Será trabalhado a colonização e todas as mudanças que a chegada do europeu causou nas tribos que aqui viviam no Brasil. Tentaremos mapear, também, as principais tribos e suas localizações no território brasileiro. Estará previsto no Projeto uma aula sobre artesanato, onde os alunos poderão realizar trabalhos manuais com sementes e outros apetrechos, uma aula sobre a alimentação, para observarem quantas comidas indígenas fazem parte da nossa alimentação. Falar sobre a religião e os costumes, bem como a linguagem. Gostaria muito que os alunos apreciassem o filme "Tainá" e alguns documentários sobre a vida indígena, mas dependerá da liberação do datashow pela direção da escola.
Neste projeto além do objetivo dos alunos conhecerem a cultura indígena terá como desafio, principalmente para o professor, de tornar as aulas sobre o tema interessantes e lúdicas. Fazer com que os alunos se estimulem a trabalharem e a realizarem atividades em grupo e incluir neste projeto as demais disciplinas do currículo.
Espero poder colocar em prática este projeto, que será colocado em pauta na próxima reunião para a liberação da supervisão da escola.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
Reflexão Postagens VIII - Filosofia
https://deniseead2015.blogspot.com/2017/11/filosofia-edgar-morin.html
Quando escrevi a primeira postagem sobre o texto de Edgar Morin não tinha, ainda, um exemplo concreto sobre o tema. Ao realizar o estágio do PEAD/2018 pude constatar com a metodologia de Projeto de Aprendizagem que realmente o aluno, também aprende através dos seus erros, pois no projeto todas as ideias são discutidas e debatidas entre os pares e o grupo, onde os alunos formulam e reformulam seus conceitos. No Projeto de Aprendizagem não há respostas erradas, e sim a busca pela respostas as dúvidas do projeto. Cada aluno interpreta as informações que coleta, assimilando-as ou gerando mais dúvidas para serem exploradas. Como não há respostas erradas, não há medo do erro, então os alunos conseguem expor melhor suas ideias, falar com mais tranquilidade, em vez de se sentirem temerosos e ansiosos por responderem algo errado, pois a resposta esperada terá que ser a correta. Os Projeto de Aprendizagem foi plenamente satisfatório e os alunos sentiram-se muito a vontade durante o mesmo e construíram o conhecimento.
Quando escrevi a primeira postagem sobre o texto de Edgar Morin não tinha, ainda, um exemplo concreto sobre o tema. Ao realizar o estágio do PEAD/2018 pude constatar com a metodologia de Projeto de Aprendizagem que realmente o aluno, também aprende através dos seus erros, pois no projeto todas as ideias são discutidas e debatidas entre os pares e o grupo, onde os alunos formulam e reformulam seus conceitos. No Projeto de Aprendizagem não há respostas erradas, e sim a busca pela respostas as dúvidas do projeto. Cada aluno interpreta as informações que coleta, assimilando-as ou gerando mais dúvidas para serem exploradas. Como não há respostas erradas, não há medo do erro, então os alunos conseguem expor melhor suas ideias, falar com mais tranquilidade, em vez de se sentirem temerosos e ansiosos por responderem algo errado, pois a resposta esperada terá que ser a correta. Os Projeto de Aprendizagem foi plenamente satisfatório e os alunos sentiram-se muito a vontade durante o mesmo e construíram o conhecimento.
quinta-feira, 2 de maio de 2019
Reflexão das Postagens VII - Diversidade
Diversidade
Há uma lei para, nos professores, trabalharmos a cultura negra e indígena nas escolas. Mas, por que restringimos estes assuntos há datas comemorativas ou a Semana da Consciência Negra? Por que os livros didáticos que os alunos recebem falam sobre o problema do lixo, meio ambiente, ... mas não incluem os temas de etnias ou diversidade? É claro que o professor não trabalha estes assuntos por desconsideração aos temas, mas sim pela falta de material disponível dentro das escolas. Digo um material que faça parte da rotina de aprendizagens, e não um material específico para ser trabalhado em determinada época do ano letivo e que tenha que ser adaptado para as turmas menores. Os livros infantis de histórias, com estes temas, também são raros nas bibliotecas das escolas. Os alunos já estão cansados de ouvir a história da " Menina Bonita do Laço de Fita. A literatura ainda está nos devendo muitos títulos sobre histórias com negros e índios. Um grande avanço já foi iniciado quanto a estas questões, mas ainda há um longo percurso até chegarmos ao ponto das culturas, aos quais muitos dos nossos alunos fazem parte de alguma forma, serem trabalhadas nas escolas da forma como deveriam.
Há uma lei para, nos professores, trabalharmos a cultura negra e indígena nas escolas. Mas, por que restringimos estes assuntos há datas comemorativas ou a Semana da Consciência Negra? Por que os livros didáticos que os alunos recebem falam sobre o problema do lixo, meio ambiente, ... mas não incluem os temas de etnias ou diversidade? É claro que o professor não trabalha estes assuntos por desconsideração aos temas, mas sim pela falta de material disponível dentro das escolas. Digo um material que faça parte da rotina de aprendizagens, e não um material específico para ser trabalhado em determinada época do ano letivo e que tenha que ser adaptado para as turmas menores. Os livros infantis de histórias, com estes temas, também são raros nas bibliotecas das escolas. Os alunos já estão cansados de ouvir a história da " Menina Bonita do Laço de Fita. A literatura ainda está nos devendo muitos títulos sobre histórias com negros e índios. Um grande avanço já foi iniciado quanto a estas questões, mas ainda há um longo percurso até chegarmos ao ponto das culturas, aos quais muitos dos nossos alunos fazem parte de alguma forma, serem trabalhadas nas escolas da forma como deveriam.
Reflexão das Postagens VI - Aprendizado - Filosofia da educação
Aprendizagem
"Aprendizagem é um fenômeno relacionado com o ato de aprender. O aprendizado depende de estímulos e respostas, favorecendo as adaptações do sujeito ao meio. Está intimamente ligado as experiências de cada indivíduo.
Na escola a construção do conhecimento é feita pelo sujeito, onde o mesmo reconstrói continuamente este processo. Na educação a aprendizagem tem como co-autor o professor, onde o mesmo serve de mediador na construção do conhecimento."
Aprendizagem é um fenômeno relacionado ao ato de aprender, mas deve ser ligado a algo significativo, que advenha da realidade dos alunos. Experimentei isto, no estagio do PEAD 2018/2, quando realizei o mesmo com a metodologia de Projetos de Aprendizagem (PA). Pude confirmar a eficácia do PA, pois o mesmo auxilia em muito o desenvolvimento da aprendizagem. Os alunos trabalham com suas realidades, com assuntos de seus interesses ou curiosidades. Além de aprenderem, iniciaram um processo de autonomia e trabalho colaborativo. Foram sujeitos ativos, pois trabalharam muito para que o PA se realizasse com sucesso. Demonstraram conhecimento ao final do mesmo. Gostaram desta forma dinâmica de se estudar. Quanto ao professor, pode-se dizer que fui realmente mediadora, pois tudo o que foi trabalhado no PA não apresentaram respostas prontas. Consegui trabalhar os conteúdos curriculares integrados ao PA tornando as aulas mais dinâmicas e interessantes resultando somente em resultados positivos na construção do conhecimento dos alunos.
"Aprendizagem é um fenômeno relacionado com o ato de aprender. O aprendizado depende de estímulos e respostas, favorecendo as adaptações do sujeito ao meio. Está intimamente ligado as experiências de cada indivíduo.
Na escola a construção do conhecimento é feita pelo sujeito, onde o mesmo reconstrói continuamente este processo. Na educação a aprendizagem tem como co-autor o professor, onde o mesmo serve de mediador na construção do conhecimento."
Aprendizagem é um fenômeno relacionado ao ato de aprender, mas deve ser ligado a algo significativo, que advenha da realidade dos alunos. Experimentei isto, no estagio do PEAD 2018/2, quando realizei o mesmo com a metodologia de Projetos de Aprendizagem (PA). Pude confirmar a eficácia do PA, pois o mesmo auxilia em muito o desenvolvimento da aprendizagem. Os alunos trabalham com suas realidades, com assuntos de seus interesses ou curiosidades. Além de aprenderem, iniciaram um processo de autonomia e trabalho colaborativo. Foram sujeitos ativos, pois trabalharam muito para que o PA se realizasse com sucesso. Demonstraram conhecimento ao final do mesmo. Gostaram desta forma dinâmica de se estudar. Quanto ao professor, pode-se dizer que fui realmente mediadora, pois tudo o que foi trabalhado no PA não apresentaram respostas prontas. Consegui trabalhar os conteúdos curriculares integrados ao PA tornando as aulas mais dinâmicas e interessantes resultando somente em resultados positivos na construção do conhecimento dos alunos.
Reflexão das postagens V - Transtorno Global de Desenvolvimento.
Transtornos Globais de Desenvolvimento
Por experiência própria, quando um professor recebe alunos de TGD, inicia-se todo um processo de aprendizados, não somente dos alunos, mas , também do professor, que se prepara para receber estes determinados alunos. O professor começa a ler tudo sobre o transtorno com o qual vai lidar. Constrói materiais para desenvolver melhor os alunos, para que estes alunos com TDG tenham melhores oportunidades. Trabalha com o restante dos alunos, para que os mesmos aceitem os colegas. As aulas passam a ser programadas para sempre incluírem estes alunos especiais.
Neste contexto lidamos com alguns contra tempos, pois as escolas não estão preparadas para receber os alunos com TGD, os professores não recebem apoio para fazer o acolhimento. Encontramos aulas super lotadas, com um número excessivo de alunos juntamente com alunos especiais. Mas porque isto acontece? Claro que uma resposta é a falta de recursos que o Governo repassa às escolas, e a outra resposta, às vezes, é a falta de entendimento ou aceitação dos responsáveis, normalmente os pais, em confirmar que o filho tem TDG, então com alunos sem laudos, as salas de aula podem receber até trinta e cinco alunos, tornando quase impossível do professor fazer um bom trabalho.
Posso relatar isto, pois esta situação está acontecendo comigo neste ano letivo. Tenho 2 alunos com TDG e os pais não admitem. Pode ser um sistema de defesa desenvolvido pelos responsáveis, mas isto causa sérios prejuízos aos alunos, tanto os com TDG que não conseguem evoluir por falta de atenção da professora e, também os alguns alunos sem TDG que somente precisam de um pouco mais de atenção para conseguirem se desenvolver. O fato dos alunos não terem laudos fica impossível abrir novas turmas na escola. Outra coisa que ajudaria bastante seria o auxílio de um monitor.
Por experiência própria, quando um professor recebe alunos de TGD, inicia-se todo um processo de aprendizados, não somente dos alunos, mas , também do professor, que se prepara para receber estes determinados alunos. O professor começa a ler tudo sobre o transtorno com o qual vai lidar. Constrói materiais para desenvolver melhor os alunos, para que estes alunos com TDG tenham melhores oportunidades. Trabalha com o restante dos alunos, para que os mesmos aceitem os colegas. As aulas passam a ser programadas para sempre incluírem estes alunos especiais.
Neste contexto lidamos com alguns contra tempos, pois as escolas não estão preparadas para receber os alunos com TGD, os professores não recebem apoio para fazer o acolhimento. Encontramos aulas super lotadas, com um número excessivo de alunos juntamente com alunos especiais. Mas porque isto acontece? Claro que uma resposta é a falta de recursos que o Governo repassa às escolas, e a outra resposta, às vezes, é a falta de entendimento ou aceitação dos responsáveis, normalmente os pais, em confirmar que o filho tem TDG, então com alunos sem laudos, as salas de aula podem receber até trinta e cinco alunos, tornando quase impossível do professor fazer um bom trabalho.
Posso relatar isto, pois esta situação está acontecendo comigo neste ano letivo. Tenho 2 alunos com TDG e os pais não admitem. Pode ser um sistema de defesa desenvolvido pelos responsáveis, mas isto causa sérios prejuízos aos alunos, tanto os com TDG que não conseguem evoluir por falta de atenção da professora e, também os alguns alunos sem TDG que somente precisam de um pouco mais de atenção para conseguirem se desenvolver. O fato dos alunos não terem laudos fica impossível abrir novas turmas na escola. Outra coisa que ajudaria bastante seria o auxílio de um monitor.
domingo, 21 de abril de 2019
Reflexão das Postagens IV - Inovações Pedagógicas.
INOVAÇÕES PEDAGÓGICAS.
Semestre passado, 2018/2, realizei o estágio obrigatório do PEAD. Meu estágio foi realizado na escola onde leciono. Foi feito com o quarto ano. Vinte e cinco alunos dos dez aos doze anos. Escolhi trabalhar com projetos de aprendizagem. Estava cheia de ideias para realizar o PA. Um dos focos principais era o uso, pela primeira vez, das tecnologias digitais em um projeto, com esta turma. |Mil ideias se formavam e o planejamento foi realizado focando este item, mas, não consegui inovar neste aspecto com a minha turma, pois a escola, até então equipada com computadores, data show, ... enfim uma sala, aparentemente, bem equipada, foi fechada inesperadamente. Tudo muito alheio a minha vontade. Mesmo recorrendo a supervisão da escola e a direção não consegui usar nem ao menos o data show. Os computadores sofreram uma pane por causa da falta de energia constante no bairro. A sala de informática não possuía estabilizadores e os computadores pararam de funcionar.
Deparamo-nos, então, com a triste realidade que assola as escolas públicas brasileiras, que não possuem equipamentos adequados para que os professores possam realizar seus planos de aula. De quem é a responsabilidade das escolas estarem, na sua maioria, com materiais sucateados? Das gestões escolares ou dos governantes? São louváveis as iniciativas que estimulam o uso das tecnologias digitais, mas é deplorável que estes recursos não cheguem as escolas públicas. Acabamos por nos resignar a usar métodos tradicionais. Nossos alunos aprendem mais de informática em casa do que nas escolas. A escola pública não consegue, ainda, acompanhar a evolução da educação, que deve nos tempos atuais estar alicerçada pelas tecnologias digitais.
Semestre passado, 2018/2, realizei o estágio obrigatório do PEAD. Meu estágio foi realizado na escola onde leciono. Foi feito com o quarto ano. Vinte e cinco alunos dos dez aos doze anos. Escolhi trabalhar com projetos de aprendizagem. Estava cheia de ideias para realizar o PA. Um dos focos principais era o uso, pela primeira vez, das tecnologias digitais em um projeto, com esta turma. |Mil ideias se formavam e o planejamento foi realizado focando este item, mas, não consegui inovar neste aspecto com a minha turma, pois a escola, até então equipada com computadores, data show, ... enfim uma sala, aparentemente, bem equipada, foi fechada inesperadamente. Tudo muito alheio a minha vontade. Mesmo recorrendo a supervisão da escola e a direção não consegui usar nem ao menos o data show. Os computadores sofreram uma pane por causa da falta de energia constante no bairro. A sala de informática não possuía estabilizadores e os computadores pararam de funcionar.
Deparamo-nos, então, com a triste realidade que assola as escolas públicas brasileiras, que não possuem equipamentos adequados para que os professores possam realizar seus planos de aula. De quem é a responsabilidade das escolas estarem, na sua maioria, com materiais sucateados? Das gestões escolares ou dos governantes? São louváveis as iniciativas que estimulam o uso das tecnologias digitais, mas é deplorável que estes recursos não cheguem as escolas públicas. Acabamos por nos resignar a usar métodos tradicionais. Nossos alunos aprendem mais de informática em casa do que nas escolas. A escola pública não consegue, ainda, acompanhar a evolução da educação, que deve nos tempos atuais estar alicerçada pelas tecnologias digitais.
REFLEXÃO SOBRE POSTAGENS III - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
REFLEXÃO SOBRE POSTAGENS III - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
No turno da manhã trabalho na escola com a coordenação do turno. A clientela neste horário, são alunos do quinto ao nono ano. Alguns destes alunos apresentam uma defasagem bem grande referente a idade e a turma em que deveriam estar. Temos alunos de 17 e 18 anos no quinto e sexto ano. O que acontece é que estes alunos acabam, por terem muitas dificuldades de aprendizado, se desestimulando de estudar. Outro fator que agrava o desinteresse é que os alunos destas referidas séries estão entre dez e doze anos, então, não há uma relação afável entre eles. Tenho acompanhado estes alunos e percebo que os mesmos são a nova clientela da EJA. Estão prontos para serem "convidados" a ingressar na EJA, mas ao mesmo tempo que se sentem deslocados entre os pequenos, também encontram-se inseguros de frequentar a escola à noite com os adultos.
Alguns alunos que fizeram esta passagem me relataram que é tudo muito diferente. Os alunos são bem mais velhos, frequentam a EJA por vontade própria, para alcançar objetivos, normalmente que se referem a galgar uma posição melhor no emprego. Estes jovens que saem da escola diurna, pelos motivos relados, não querem estudar. Vão para a EJA por imposição dos pais, conselheiros tutelares ou pela Promotoria da Infância e da Juventude. Enfrentam, também, as dificuldades rotineiras de quem estuda à noite, mas ainda não são adultos prontos. Não conseguem resolver as dificuldades que surgem, são adolescentes que deveriam estar terminando o segundo grau e encontram-se na verdade perdidos.
Este aluno, perdido, não conseguiu de alfabetizar corretamente, não acompanha a turma, não aprende. Está saindo da escola por motivos que não são os mesmos motivos que impediram seus pais de estudarem, como: ajudar em casa, trabalhar cedo, dificuldade de acesso, ... estão se dirigindo para a EJA porque não conseguem construir conhecimento. Onde está a falha? Creio que uma das questões para esta falha seria a falta de motivação, estrategias e investimentos para que estes alunos evoluam. Werneck, (2000) escreve: “ Para motivar os alunos, é imprescindível analisar as formas de pensar e aprender para desenvolver estratégias de ensino que partam das suas condições reais, devendo ir além do cognitivo e avaliar a afetividade(Werneck, 2000).
No turno da manhã trabalho na escola com a coordenação do turno. A clientela neste horário, são alunos do quinto ao nono ano. Alguns destes alunos apresentam uma defasagem bem grande referente a idade e a turma em que deveriam estar. Temos alunos de 17 e 18 anos no quinto e sexto ano. O que acontece é que estes alunos acabam, por terem muitas dificuldades de aprendizado, se desestimulando de estudar. Outro fator que agrava o desinteresse é que os alunos destas referidas séries estão entre dez e doze anos, então, não há uma relação afável entre eles. Tenho acompanhado estes alunos e percebo que os mesmos são a nova clientela da EJA. Estão prontos para serem "convidados" a ingressar na EJA, mas ao mesmo tempo que se sentem deslocados entre os pequenos, também encontram-se inseguros de frequentar a escola à noite com os adultos.
Alguns alunos que fizeram esta passagem me relataram que é tudo muito diferente. Os alunos são bem mais velhos, frequentam a EJA por vontade própria, para alcançar objetivos, normalmente que se referem a galgar uma posição melhor no emprego. Estes jovens que saem da escola diurna, pelos motivos relados, não querem estudar. Vão para a EJA por imposição dos pais, conselheiros tutelares ou pela Promotoria da Infância e da Juventude. Enfrentam, também, as dificuldades rotineiras de quem estuda à noite, mas ainda não são adultos prontos. Não conseguem resolver as dificuldades que surgem, são adolescentes que deveriam estar terminando o segundo grau e encontram-se na verdade perdidos.
Este aluno, perdido, não conseguiu de alfabetizar corretamente, não acompanha a turma, não aprende. Está saindo da escola por motivos que não são os mesmos motivos que impediram seus pais de estudarem, como: ajudar em casa, trabalhar cedo, dificuldade de acesso, ... estão se dirigindo para a EJA porque não conseguem construir conhecimento. Onde está a falha? Creio que uma das questões para esta falha seria a falta de motivação, estrategias e investimentos para que estes alunos evoluam. Werneck, (2000) escreve: “ Para motivar os alunos, é imprescindível analisar as formas de pensar e aprender para desenvolver estratégias de ensino que partam das suas condições reais, devendo ir além do cognitivo e avaliar a afetividade(Werneck, 2000).
sábado, 6 de abril de 2019
Reflexão sobre postagens II - Ética Profissional
Ética Profissional
A cada ano passado em sala de aula, creio que os professores, cada vez mais são testados quanto a sua ética profissional. Um turbilhão de acontecimentos, muitos deles desagradáveis, realizados por colegas, pais ou responsáveis de alunos, faz com que o professor por vezes queria deixar a ética de lado , para Severino, (p.130)a ética está "na exigência de não ferir a dignidade pessoal dos outros quando interpelados pela minha ação". Ai pensamos, por que ser ético se não recebemos a mesma consideração? E nos perguntamos: se o ser humano está evoluindo, por que não respeita mais seus educadores? Por que o professor virou o vilão?
A mídia tem mostrado professores agredidos, temos presenciado uma violência gratuita, violação de nossos direitos e não conseguimos nos defender. Então por que ser ético? Escrevi no blog
"O professor, também serve como exemplo por suas atitudes, sua conduta sem repreensões. O aluno se espelha no educador, e um ambiente escolar com ordem e valores dão ao aluno limites necessários para a convivência social", mas parece que nosso exemplo não consegue atingir alguns alunos, pois sofremos agressões verbais e violências físicas que com certeza professor nenhum merece.
Parece ser um desabafo, mas é uma triste constatação da realidade em que se encontram os professores das escolas brasileiras. A falta de consideração a dignidade do professor é gritante e, também, ocorre por parte de nossos representantes e governantes, que não desferem palavrões contra nossa pessoa, mas, também, não dão valor ou devida proteção ao profissional que dedica sua vida a ser cada dia melhor.
Mantemos nossa ética profissional. Temos o maior cuidado ao tratar alunos e seus responsáveis, colegas e gestores, mas este caminho tem se mostrado uma via de mão única.
Reflexão sobre postagens I - Projeto de Aprendizagem
No estágio 2018/2, do PEAD, trabalhei com Projetos de Aprendizagem. Foi bem gratificante observar e confirmar que o PA contribui muito no processo de aprendizagem dos alunos, tornando-os mais autônomos e cooperativos. A turma estava inserida em um processo de receber todo o conteúdo pronto e responder aos mesmos de forma automática, sem construir conhecimento. Ao termino das aulas as informações apresentadas não tinham sido assimiladas. Freire escreve:
Enquanto na concepção ‘bancária’(...) o educador vai ‘enchendo’ os educandos de falso saber, que são os conteúdos impostos; na prática problematizadora, vão os educandos desenvolvendo o seu poder de captação e de compreensão do mundo que lhes aparece, em suas relações com eles não mais como uma realidade estática, mas como uma realidade em transformação, em processo. (FREIRE, 1993, p. 71).
O PA com a turma 142 foi um sucesso, pois ao termino do projeto pode-se ver o aprendizado adquirido pelos alunos, a autonomia dos mesmos foi desenvolvida e o trabalho cooperativo foi um ponto forte do PA. Os alunos aprenderam a trabalhar em grupo e fazer pesquisas. Foram trabalhados juntamente com o projeto os conteúdos programáticos e os temas transversais, com muita interdisciplinaridade.
Com o PA, percebi a
necessidade de buscar novas metodologias, que desenvolvessem a autonomia e
construção do conhecimento da turma, Graça (1998), “a visão construtivista do
ensino preconiza o aluno como construtor de sua própria aprendizagem [...]”,
bem como minha organização para seguir as atividades do PA, previamente
estabelecidas no planejamento. Com os trabalhos em grupo as aulas se
tornaram mais participativas, os alunos foram mais exigidos, pois deixei a
cargo dos mesmos a tarefa de realizarem todo o trabalho, dando dicas,
explicando, fazendo perguntas e corrigindo quando é necessário. Para Becker
(2012), “O resultado de uma sala de aula assim configurada é a construção e a
descoberta do novo, é a criação de uma atitude e de coragem que essa busca
exige.” As atividades sobre o PA foram diferenciadas, agradando a maioria dos
alunos. Claro que nem todos os alunos desenvolveram a construção do
conhecimento no mesmo nível, mas conseguiram evoluir tanto no que diz respeito
ao projeto “Profissões”, quanto ao conteúdo curricular previsto no planejamento
anual.
Rever e mudar minha opinião sobre o PA foi um grande avanço na minha jornada como professora. Tornar ,com o PA , as aulas mais atraentes e significativas foi trabalhoso, mas os resultados foram muito positivos.
BECKER, Fernando. Educação
e construção do conhecimento, p. 14, 2ª ed. Porto Alegre: Penso, 2012.
FREIRE, Paulo. Pedagogia
do oprimido. São Paulo: Paz e terra, 1993.
GRAÇA, A.; OLIVEIRA, J.
O ensino dos jogos desportivos. Porto: Rainho & Neves, 1998. p. 27-34.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
REESCREVENDO POSTAGENS X
Antropologia - Leitura do Coletivo.
Para que as populações consideradas marginalizadas, rotuladas como raças inferiores, viventes na pobreza se empoderem e possam conhecer a sua história nos é dado como suporte para tal o artigo 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena em todas as escolas de Ensino Fundamental e Médio, públicas e privadas. Incluído na LDB em 2003 e aperfeiçoado em 2008, o artigo propõe o estudo da história da África e dos africanos, da luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil. Ao estudar suas origens os alunos podem passar a ter orgulho da mesma, buscando através de suas ações a libertação de preconceitos a muito vinculado a imagem dos negros e sua cultura.
Leciono em uma escola de periferia e o que chama a atenção nestes lugares, periferias e vilas, é que as comunidades marginalizam a si próprias, com ações que degradam o meio em que vivem, suas famílias e até a escola, mas não possuem noção deste fato, nem se reconhecem como marginais. Além de sofrerem o preconceito social não procuram formas de sair do círculo vicioso de marginalidade que estão inseridos. Arroyo (s.d.) escreve que:
Referências.
ARROYOI, Miguel G. - Ações Coletivas e Conhecimento: Outras Pedagogias?
PROFTAVARES; História para o ENEM: A cultura negra no Brasil: história e luta. 22 setembro,2015; https://blog.enem.com.br/historia-para-o-enem-cultura-negra-no-brasil-historia-e luta/
Para que as populações consideradas marginalizadas, rotuladas como raças inferiores, viventes na pobreza se empoderem e possam conhecer a sua história nos é dado como suporte para tal o artigo 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena em todas as escolas de Ensino Fundamental e Médio, públicas e privadas. Incluído na LDB em 2003 e aperfeiçoado em 2008, o artigo propõe o estudo da história da África e dos africanos, da luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil. Ao estudar suas origens os alunos podem passar a ter orgulho da mesma, buscando através de suas ações a libertação de preconceitos a muito vinculado a imagem dos negros e sua cultura.
Leciono em uma escola de periferia e o que chama a atenção nestes lugares, periferias e vilas, é que as comunidades marginalizam a si próprias, com ações que degradam o meio em que vivem, suas famílias e até a escola, mas não possuem noção deste fato, nem se reconhecem como marginais. Além de sofrerem o preconceito social não procuram formas de sair do círculo vicioso de marginalidade que estão inseridos. Arroyo (s.d.) escreve que:
É significativo que os próprios coletivos pensados como excluídos não usem esse adjetivo para nomear-se e identificar-se. Não se aceitam pensados nem como marginais, nem como excluídos. Nem defendem os projetos e pedagogias de inclusão, escola, currículos inclusivos. Nem lutam para que sejam mais eficientes, com mais recursos, que os incluam logo a todos. Se sabem produzidos e inferiorizados em processos sociais, políticos, culturais e até pedagógicos bem mais radicais. Consequentemente suas ações são mais radicais. (ARROYO, s.d.)A LDB vem , como disse dar um apoio efetivo no combate ao preconceito, a marginalização imposta pela sociedade e a este conceito reforçado por alguns integrantes de algumas comunidades negras ou de baixa renda. O estigma é forte, reforçado por uma cultura europeia, onde a cultura negra e indígena sempre foi vista como selvagem, onde negros e índios possuíam uma imagem estereotipada pelo brancos. Proftavares (2015) escreve sobre como começou esta marginalização.
A problemática da transição da ordem social escravocrata e senhorial para o ambiente do capitalismo próprio da República que nascia em 1889 evidenciaria a condição de marginalidade do negro. O esforço de inserção na nova ordem social – ancorada no estilo de vida individualista e competitivo próprio do liberalismo capitalista – era frustrado pela desorganização de negros e mulatos no novo contexto social. Isso porque a extinção da escravatura não promoveu a reintegração dos antigos escravos, relegando-os ao seu próprio destino, mantidos à sombra da sociedade que se modernizava.Faz parte das atribuições dos professores deste século acabar com tais estigmas e preconceitos, dando condições de empodeiramento aqueles cidadãos que não se reconhecem como tal.
O estatuto de pessoas juridicamente livres não significou, portanto, mudança substancial na condição de excluídos dos antigos escravos, impedindo-os de alçarem-se categoria de cidadãos.Marcados pela pauperização e desorganização, os negros viviam dentro da cidade, mas não progrediam com ela. O fim da escravidão não significou portanto a liberdade para o negro. (Proftavares, 2015)
Referências.
ARROYOI, Miguel G. - Ações Coletivas e Conhecimento: Outras Pedagogias?
PROFTAVARES; História para o ENEM: A cultura negra no Brasil: história e luta. 22 setembro,2015; https://blog.enem.com.br/historia-para-o-enem-cultura-negra-no-brasil-historia-e luta/
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Reescrevendo postagens IX
Filosofia - Diversidade
A educação vem sofrendo transformações, onde o diferente deve ser incluído e temas diversos e atuais devem ser trabalhados. Para garantir que tais temas sejam trabalhados existem os PCNs e Leis que garantem que tais assuntos sejam discutidos e argumentados dentro das salas de aulas, pois é na infância que vamos afastando das crianças preconceitos ,seculares, incutidos desde cedo pelo meio em que vivem. A diversidade sempre existiu, mas estava sempre a margem da sociedade. É dever da escola (gestão ) proporcionar aos professores condições de trabalharem a Diversidade. Na apresentação dos PCNs (1997) está registrado que:
Novos atores, novos direitos, novas mediações e novas instituições redefinem o espaço das
práticas de cidadania, propondo o desafio da superação da marcante desigualdade social e econômica
da sociedade brasileira, com sua conseqüência de exclusão de grande parte da população na participação
dos direitos e deveres. Trata-se de uma noção de cidadania ativa, que tem como ponto de
partida a compreensão do cidadão como portador de direitos e deveres, mas que também o vê
como criador de direitos participando na gestão pública.
A lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 regulamenta que , também, devemos oferecer aos alunos a oportunidade de conhecer a cultura afro-brasileira e africana, pois o negro ainda é visto como diferente e inferior mesmo após tantos anos da abolição da escravatura. Essa lei auxilia e ampara o professor a buscar e trabalhar conteúdos transversais.
Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B:
"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.
Nesta semana que comemoramos "A Consciência Negra", fica latente o quão importante é trabalhar a diversidade, nos temas transversais, e a cultura negra, pois os alunos mostram-se atentos, curiosos, argumentam e pesquisam com um interesse genuíno sobre assuntos pertencentes, muitas vezes a suas etnias e escolhas.
Referência:
Parâmetros Curriculares Nacionais : apresentação dos temas transversais, ética / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997.
https://www.jusbrasil.com.br/artigos/busca?q=Art.+26A+da+Lei+de+Diretrizes+e+Bases+-+Lei+9394%2F96
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Reescrevendo postagens VIII
Projeto de Aprendizagem.
Relendo as postagens, encontrei esta postagem que fala do Projeto de Aprendizagem. Nele eu fazia referência as diferenças de Projeto de Aprendizagem e Projeto de Ensino. Na época estava um pouco confusa sobre o tema, pois nunca havia trabalhado com PA. Ao fazer o estagio do PEAD, neste semestre a professora comentou que gostaria que o estágio fosse com PA. Um grande planejamento foi realizado para o estágio visando o PA, pois,
O desenvolvimento de um projeto de aprendizagem consiste na busca por informações que esclareçam as indagações de um sujeito sobre a sua realidade. Essas indagações se manifestam por inquietações advindas de suas vivências e necessidades em conhecer e explicar o mundo. O objetivo é o desenvolvimento de um processo de aprendizagem que alcance a construção de novos conhecimentos, em que o aprendiz possa sistemar informações ampliando sua rede de significações, possa reestruturar o raciocínio lógico sobre os novos significados enquanto elabora sínteses de respostas descritivas e explicativas para sua curiosidade [...] (FAGUNDES, et.al., 2006, p.30).
Neste projeto ainda foi solicitado pela professora o uso das tecnologias digitais.
Relendo as postagens, encontrei esta postagem que fala do Projeto de Aprendizagem. Nele eu fazia referência as diferenças de Projeto de Aprendizagem e Projeto de Ensino. Na época estava um pouco confusa sobre o tema, pois nunca havia trabalhado com PA. Ao fazer o estagio do PEAD, neste semestre a professora comentou que gostaria que o estágio fosse com PA. Um grande planejamento foi realizado para o estágio visando o PA, pois,
O desenvolvimento de um projeto de aprendizagem consiste na busca por informações que esclareçam as indagações de um sujeito sobre a sua realidade. Essas indagações se manifestam por inquietações advindas de suas vivências e necessidades em conhecer e explicar o mundo. O objetivo é o desenvolvimento de um processo de aprendizagem que alcance a construção de novos conhecimentos, em que o aprendiz possa sistemar informações ampliando sua rede de significações, possa reestruturar o raciocínio lógico sobre os novos significados enquanto elabora sínteses de respostas descritivas e explicativas para sua curiosidade [...] (FAGUNDES, et.al., 2006, p.30).
Neste projeto ainda foi solicitado pela professora o uso das tecnologias digitais.
[...]a tecnologia é utilizada para o desenvolvimento da autonomia , da autoridade , da cooperação , do respeito mútuo e da solidariedade interna; para desenvolver competências; para ajudar a compreender como aprendemos, a partir de reflexões sobre o próprio processo de aprender ao utilizar as tecnologias – metacognição. Essa forma de perceber o uso das TDs é viabilizada por meio da criação de projetos de aprendizagem que priorizem a interdisciplinaridade; da proposição de casos, desafios e da construção de soluções individuais e coletivas; da constituição de redes de comunicação, de interação e de aprendizagem; da formação de comunidades virtuais. Nessas propostas, a aprendizagem é provocada e se traduz em movimento a partir da ação do sujeito em interação com o objeto de conhecimento . Consiste em um processo individual, interno, de estabelecimento de uma rede de relações, atribuindo significado à nova informação, transformando-a em conhecimento (SCHLEMMER, p.37).
Qual foi minha surpresa, que após mais ou menos uma semana de estágio a sala de informática foi fechada e não foi autorizada pela direção da escola usar nenhum tipo de tecnologia , ainda, disponível na escola. Foi muito frustrante, mas decidi que o PA continuaria. Neste momento estamos na Meta 4 do PA, e todas as etapas têm sido satisfatórias. As metas percorridas com exito e os alunos construindo o conhecimento através de suas pesquisas, entrevistas e trabalhos. Tem sido bem gratificante o estágio com o PA. Vê-se melhor os resultados das aprendizagens dos alunos.
Quando falamos em “aprendizagem por projetos” estamos necessariamente
nos referindo à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo
sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do princípio de que ele já
pensava antes.
E é a partir de seu conhecimento prévio, que o aprendiz vai se movimentar,
interagir com o desconhecido, ou com novas situações, para se apropriar
do conhecimento específico – seja nas ciências, nas artes, na cultura tradicional
ou na cultura em transformação.
Um projeto para aprender vai ser gerado pelos conflitos, pelas perturbações
nesse sistema de significações, que constituem o conhecimento particular
do aprendiz. (FAGUNDES).
Referências:
FAGUNDES, Lea da Cruz - Aprendizes do futuro:
as inovações começaram!
FAGUNDES, L.C. et. al. Projetos de aprendizagem - Uma experiência mediada por ambientes telemáticos. Revista Brasileira de Informática na Educação Volume 14 - Número 1 - Janeiro a Abril de 2006
SCHLEMMER, Eliane. O trabalho do professor e as novas tecnologias. Revista Textual, p. 37, Setembro 2006.
terça-feira, 13 de novembro de 2018
Reescrevendo postagens VII
Deficiência e diversidade.
Lendo o texto "Deficiência e diversidade", onde escrevi que sempre existiram deficientes, explanaria, agora, que os deficientes em épocas anteriores e culturas diferentes sempre foram tratados ou vistos como um estorvo, à família, ao clã ou a tribo. Nos séculos passados a vida era muitíssimo mais difícil. Um deficiente era uma boca a mais para comer, dava muito trabalho para ser tratado em casa era motivo de vergonha familiar e não produzia seu próprio sustento. Hoje, com o advento da inclusão, podemos dizer que a inserção do deficiente está mais aceitável na sociedade. Há novos parâmetros de convivência familiar com o deficiente e uma nova cultura onde deve haver a inclusão e a acessibilidade. Portas estão abertas aos diferentes e deficientes, pois há leis que os respaldam. Claro que há, ainda, um longo caminho a ser percorrido, mas os deficientes já possuem, na medida do possível leis que asseguram sua subsistência, sua inclusão e sua acessibilidade. O panorama cultural está mudando e o deficiente não é mais visto somente como um estorvo. Há pessoas com deficiências inclusos no mercado de trabalho, na educação e em vários ambientes. Não estou afirmando com isto que está tudo ótimo, mas já há grandes avanços neste sentido. O deficiente é visto, no presente, como ser social, que tem seus direitos e deveres e muitos são considerados capazes e autônomos.
Lendo o texto "Deficiência e diversidade", onde escrevi que sempre existiram deficientes, explanaria, agora, que os deficientes em épocas anteriores e culturas diferentes sempre foram tratados ou vistos como um estorvo, à família, ao clã ou a tribo. Nos séculos passados a vida era muitíssimo mais difícil. Um deficiente era uma boca a mais para comer, dava muito trabalho para ser tratado em casa era motivo de vergonha familiar e não produzia seu próprio sustento. Hoje, com o advento da inclusão, podemos dizer que a inserção do deficiente está mais aceitável na sociedade. Há novos parâmetros de convivência familiar com o deficiente e uma nova cultura onde deve haver a inclusão e a acessibilidade. Portas estão abertas aos diferentes e deficientes, pois há leis que os respaldam. Claro que há, ainda, um longo caminho a ser percorrido, mas os deficientes já possuem, na medida do possível leis que asseguram sua subsistência, sua inclusão e sua acessibilidade. O panorama cultural está mudando e o deficiente não é mais visto somente como um estorvo. Há pessoas com deficiências inclusos no mercado de trabalho, na educação e em vários ambientes. Não estou afirmando com isto que está tudo ótimo, mas já há grandes avanços neste sentido. O deficiente é visto, no presente, como ser social, que tem seus direitos e deveres e muitos são considerados capazes e autônomos.
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Reescrevendo postagens VI
Libras & Música
Ao reler esta postagem me dei conta da mediocridade da mesma. Não consegui argumentar nada das disciplinas e somente fazer queixas. Se fosse hoje escreveria que as duas disciplinas são de suma importância no currículo do professor. É uma pena que nós professores só consigamos ter contato com estas disciplinas na faculdade ou em algum curso fora da mesma quando procuramos uma especialização. Seria importante não esquecermos todos os ensinamentos obtidos neste período de aprendizado. Em LIBRAS, com certeza, é mais difícil de mantermos na memória tantos símbolos feitos com as mãos, pois ainda não temos um número expressivo de pessoas surdas inclusas nas salas de aula. Salientaria, também, a luta dos surdos pelo reconhecimento através das lutas do movimento surdo brasileiro. Sempre excluídos e colocados à margem da sociedade. Campello & Rezende escrevem que:
Somos intelectuais em busca de uma produção política legítima para a
educação dos surdos, que significa uma política educacional permeada pelas
necessidades e anseios dos alunos; uma política que condiz com nossa luta,
com nossas experiências de vida, com nossos anseios pelos e ao lado de nossos
pares surdos, em busca do direito de as crianças surdas terem, desde a mais
tenra idade, a possibilidade de adquirir a Identidade Linguística da Comunidade (CAMPELLO;REZENDE)
Quanto a Música acredito, hoje, que deveríamos utilizar mais a mesma em sala de aula. Ao aprender sobre as tecnologias digitais constatamos que a música é mais uma ferramenta que auxilia no aprendizado. Infelizmente, na correria do dia a dia acabamos por excluir a música do nosso planejamento. Araújo diz que: A música tem um grande poder de interação e desde muito cedo adquire grande relevância na vida de uma criança despertando sensações diversas, tornando-se uma das formas de linguagem muito apreciada por facilitar a aprendizagem e instigar a memória das pessoas (ARAÚJO), continua afirmando que:
Sabendo que as aulas de educação artística, onde a música está inserida não tem um papel de grande destaque no currículo escolar, uma vez que as disciplinas seguem uma regra hierárquica, onde as que são tidas como as mais importantes para o desenvolvimento escolar do aluno tem um enorme destaque e são tidas como as demais necessidades para a vida escolar e social do aluno, enquanto as demais disciplinas que estão presentes no currículo são levadas em “banho-maria” nas salas de aula (ARAÚJO).
Araújo diz ainda:
Pode-se atestar que através da música as distintas áreas do conhecimento podem ser incitados. Temos na musicalização um apetrecho para amparar os educandos a desenvolverem o espaço que une expressão de sentimentos, valores culturais, ideias e facilita a comunicação própria do indivíduo. Portanto cabe a nós buscarmos a maior variedade de informações e inserirmos o conhecimento no nosso convívio no dia a dia para que assim interfiramos positivamente e provoquemos nos alunos a verdadeira motivação (ARAÚJO)
A educação musical necessita considerar que o ensino e a aprendizagem de música não ocorrem apenas na sala de aula, mas em circunstancias mais ampla. Por isso, o professor não deve discutir a música na escola, mas refletir sobre em que a educação musical pode ajudar no dia a dia dos alunos, interesses e dificuldades, buscando sempre decifrar a realidade em que vivem e atuam e quais formas de conhecer e aprender. (ARAÚJO).
O ato musical no espaço escolar ajuda no processo de aprendizagem despertando e estimulando a área afetiva, cognitiva e linguística das crianças. As regalias que a música proporciona nesta fase, seja pela expressão de emoções, seja pelo raciocínio, sociabilidade, concentração, comunicação, é de grande aproveitamento para a vida (ARAÙJO).
CAMPELLO, A. R.; REZENDE, P. L. F. Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história... 72 Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 2/2014, p. 71-92. Editora UFPR Surda.
ARAÚJO, Kenia Kerlley Saraiva de, (https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/a-contribuicao-da-musica-para-desenvolvimento-e-aprendizagem-da-crianca.htm)
Reescrevendo as postagens V
Brincar
Na primeira aula, presencial, de Ludicidade, voltei a ser criança! A muito tempo não me permitia brincar. Redescobri em poucos minutos a importância das brincadeiras e de como elas nos influenciam. Sai da sala de "bom humor" e com a séria intenção de usar a brincadeira dentro da sala de aula. No dia seguinte, entrei na sala de aula, larguei a bolsa, dei bom dia e me virei de frente para o quadro, encostada no mesmo, comecei a contar 1, 2, 3, ...10. Qual foi a minha surpresa ao escutar os alunos se escondendo debaixo das classes. Eles, os alunos, com certeza sabiam que seriam encontrados, mas adoraram a novidade, alguns até conseguiram ser mais rápidos e "bater no ferrolho": 1, 2, 3, fulano, ... Foi muito bom!
Lendo os textos sugeridos, me convenci que a brincadeira é muito mais importante do que imaginava, e que é realmente algo muito sério e necessário. É através das brincadeiras que muitas crianças organizam ativamente situações que estão vivendo passivamente. Que as mesmas se socializam, interagem e aprendem a dividir. Aprendem limites e regras, e as regras mais importantes aprendidas nestes momentos não são as regras ditadas pelo adulto e sim a regras escolhidas pelos seus semelhantes, aqueles que brincam junto. Através da brincadeira os pequenos desenvolvem a cognitividade, aprendendo com o faz-de-conta a resolver situações que as vezes são frustrantes, mas concernentes as suas idades.
Huizinga (1971) entende o jogo como elemento fundante da cultura, e que as instituições sociais evoluem a partir de práticas lúdicas.
Lendo os textos sugeridos, me convenci que a brincadeira é muito mais importante do que imaginava, e que é realmente algo muito sério e necessário. É através das brincadeiras que muitas crianças organizam ativamente situações que estão vivendo passivamente. Que as mesmas se socializam, interagem e aprendem a dividir. Aprendem limites e regras, e as regras mais importantes aprendidas nestes momentos não são as regras ditadas pelo adulto e sim a regras escolhidas pelos seus semelhantes, aqueles que brincam junto. Através da brincadeira os pequenos desenvolvem a cognitividade, aprendendo com o faz-de-conta a resolver situações que as vezes são frustrantes, mas concernentes as suas idades.
Huizinga (1971) entende o jogo como elemento fundante da cultura, e que as instituições sociais evoluem a partir de práticas lúdicas.
A brincadeira não é necessariamente algo que deva ser coerente ou sempre certo, pelo contrário ao brincar e errar ou fantasiar é dali que resultam aprendizados tão importantes. Em varias ocasiões são usadas técnicas com brincadeiras como em terapias , dinâmicas de emprego, aulas de graduação, seminários, ..., lugares onde o adulto deve ser lembrado que a brincadeira é algo essencial importante no amadurecimento humano. Wenner (p. 28, 2011) escreve que: "Muitos programas de treinamento executivos apostam em brincadeira infantis para ajudar profissionais e se conhecer melhor."
Portanto, brincar além de ser muito bom, faz parte da evolução do indivíduo. O brincar se torna importante a medida que auxilia " a manter a saúde emocional" Wenner (2011), auxiliando a criança a passar os períodos de ansiedade, confusão e construção da identidade. Outro fator importantíssimo da brincadeira é a parte social, onde a criança, com o brinquedo, inicia sua socialização aprendendo a repartir e se colocar no lugar do outro. A criança inicia um processo de resolução e compreensão das diferenças com seus pares. Ao começar a amadurecer as pessoas esquecem-se de continuar brincando. Deixam a rotina e a ansiedade tomar conta. Esquecem-se como é ser criança e passam a não entender a necessidade da criança de brincar. Normalmente quando uma criança entra para a escola, o pai começa a deduzir que: se não há nada escrito no caderno aquele dia e a criança foi para o pátio brincar, aquele dia foi perdido e ela não aprendeu nada. Infelizmente não sabe quão grandiosos foram os aprendizados daquele dia.
Referência.
WENNER, Melinda - Brincar e coisa séria - Mentecérebro, janeiro 2011.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Reescrevendo postagens IV
A criança
usa as quatro operações muito antes de entrar na escola, faz isso de forma
pura e simples. Ao ingressar na escola são apresentados aos alunos
números e símbolos, o que de certa forma perturba seu singelo saber. Ao
aprender na escola as operações aritméticas o aluno se depara com
fórmulas, modelos e rotinas de resoluções de problemas, e estes problemas são
progressivamente colocados em graus de dificuldade conforme a evolução do
entendimento do aluno. Muitas vezes o aluno necessita aprender alguns conceitos
para poder se apropriar do conteúdo, pois só a técnica não é o suficiente
para a aquisição dos conceitos. Também é necessário para a aquisição dos
conceitos em matemática técnicas que usem materiais concretos e situações
do cotidiano e de interesse dos alunos.
O professor tem seu papel neste contexto , Smole e Muniz escrevem que: “Como educadores, almejamos encantar nossos alunos de modo que explorem situações que sejam desafiadoras para eles e que os estimulem a realizar descobertas, identificar relações, enfim, que aprendam a gostar de estudar e aprender matemática. (SMOLE; MUNIZ, p. 20, 2013)”
O professor tem seu papel neste contexto , Smole e Muniz escrevem que: “Como educadores, almejamos encantar nossos alunos de modo que explorem situações que sejam desafiadoras para eles e que os estimulem a realizar descobertas, identificar relações, enfim, que aprendam a gostar de estudar e aprender matemática. (SMOLE; MUNIZ, p. 20, 2013)”
É necessário,
também, auxiliar ao aluno a aprenderem a fazer cálculos que sejam úteis, que
possam utilizar no dia a dia. Não adianta apresentarmos aos alunos cálculos que não possuem ideia para
que servem. É necessário que ao invés de fazê-los estudar e decorar a tabuada
apresentar-lhes as tecnologias que facilitam as rotinas no que se referem aos
cálculos.
Historicamente,
observa-se que há técnicas operatórias que desaparecerem e se tornam obsoletas,
por exemplo, a extração de raiz quadrada ou cúbica de um número. Elas deixaram
de ser utilizadas, pois surgiram instrumentos e técnicas de cálculos mais eficientes
e práticos [...] como calculadora e o computador, que permitem ganhar tempo e
evitar o trabalho enfadonho. (SMOLE; MUNIZ , p. 22, 2013).
O aluno deve apropriar-se das operações aritméticas
conhecendo os conceitos e atribuições dos cálculos, mas necessariamente não
necessita fazer os cálculos somente no
papel, pode usar sim computadores e calculadoras que facilitem sua vida e
otimizem seu tempo.
SMOLE, Kátia
S. , MUNIZ, CristinoA. – A matemática na sala de aula: reflexões e propostas
para os anos iniciais do ensino fundamental, Porto Alegre: Penso, 2013.
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Reescrevendo Postagens III
Esta semana em
Seminário IV foi nos apresentado um power point sobre Escrita e Autoria.
Refletindo, escrevo, agora ,neste momento autora, sobre o Curso PEAD, que
é uma experiência totalmente nova desde o ingresso no mesmo. Ocupar o lugar de
autor envolve responsabilizar-se pelo seu dizer, tanto pelo aspecto jurídico da
escrita e da assinatura, como mostra o filósofo Michel Foucault (2004). As primeiras publicações, considero
autorias modestas. No decorrer desta jornada, me analisei e "descobri"
que escreve sem objetivos, sem convicção ou argumentação aquele sujeito
que pouco lê. Confesso que sou, ou era, uma destas pessoas. Nunca tinha tempo
para ler, estava sempre cansada, pois " a desculpa do cego é a
bengala", e hoje, na obrigação de me superar, de tirar boas notas no
curso, de aprender, deixo o cansaço de lado e me ponho a ler tudo que posso.
Claro que ainda tenho meus limites, mas acho, em minha humilde percepção que
estou melhorando e no caminho certo. [...]ler e escrever são fundamentais para
ser e sentir-se adequadamente inseridos no mundo. Precisamos disso, pois ao
contrário do que possa imaginar, o processo de formação do sujeito é na verdade
uma auto-formação (Berna, 2011).
Outrora não
teria coragem de escrever, hoje já o faço com pouco mais de entendimento
e confiança, pois não me nego em dizer o Curso PEAD é um divisor de águas em
minha vida. Minha mente está mais aberta e meu senso crítico mais apurado, buscando
coesão, coerência e concatenação de ideias. Confesso minhas dificuldades em
caracterizar um texto como dissertativo, narrativo ou argumentativo. Ser autor faz profissão que escolhi e me
sinto na obrigação de evoluir. “Quando
somos o que escrevemos, a(r)riscamos: somos escritores, protagonistas de nossa
obra”.(Trece, 2003, p. 115).
Para ser autor
não é necessário somente escrever, mas escrever bem, pois, “ Uma boa
redação transmite sensação de confiança, [...](SILVA, 2016), assim nos destacamos como seres cultos, questionadores e reflexivos.
http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/a-importancia-da-boa-escrita-na-vida-profissional/94289/
Reescrevendo Postagens II
São vários os
fatores que dificultam o aprendizado escolar e a alfabetização, podemos começar pelos alunos que
apresentam dificuldades com laudo técnico, com problemas como dislexia,
disgrafia, discalculia, disortografia,
hiperatividade, déficit de atenção, ... E nas escolas ou postos de saúde não há
profissionais capacitados para atuar com estas crianças.“A alta prevalência e a
persistência da dislexia do desenvolvimento durante a vida toda e os seus efeitos
sobre a qualidade de vida tornam a dislexia um dos problemas mais importantes
de saúde pública”. (GRIGORENKO, 2003).
Outros fatores que contribuem para o quadro de dificuldades são: a escola não estar preparada para receber os alunos desta geração, teria que rever conceitos, currículos e práticas pedagógicas, abordando conteúdos de forma diferenciada. As escolas, também não se encontram estruturalmente preparadas, pois as salas de aula, laboratórios, tanto de tecnologias , de Ciências e bibliotecas estão sucateadas, em péssimas condições. Também, não é prioridade dos responsáveis pela educação, salas de recursos e reforços. Ainda com referência e escola, a mesma se encontra sobrecarregada com tantas atribuições como aprendizado, educação, limites, lidar com a violência dentro e fora da sala de aula, falta de recursos, ...
O meio, violento e agressivo, em que as escolas e alunos estão inseridos, também contribuem em muito para a dificuldade dos alunos se alfabetizarem. Como um aluno pode conseguir aprender se há conflitos familiares que não conseguem entender nem o porquê daquelas situações como : separações, abandono, violência doméstica, drogas, alcoolismo na família, miséria, ... Souza coloca, a partir de autorrelatos de professores, que os grandes motivos dos encaminhamentos para os atendimentos psicológicos relacionam-se aos mais diversos tipos de queixas dos alunos. (Souza, 2005)
Outros fatores que contribuem para o quadro de dificuldades são: a escola não estar preparada para receber os alunos desta geração, teria que rever conceitos, currículos e práticas pedagógicas, abordando conteúdos de forma diferenciada. As escolas, também não se encontram estruturalmente preparadas, pois as salas de aula, laboratórios, tanto de tecnologias , de Ciências e bibliotecas estão sucateadas, em péssimas condições. Também, não é prioridade dos responsáveis pela educação, salas de recursos e reforços. Ainda com referência e escola, a mesma se encontra sobrecarregada com tantas atribuições como aprendizado, educação, limites, lidar com a violência dentro e fora da sala de aula, falta de recursos, ...
O meio, violento e agressivo, em que as escolas e alunos estão inseridos, também contribuem em muito para a dificuldade dos alunos se alfabetizarem. Como um aluno pode conseguir aprender se há conflitos familiares que não conseguem entender nem o porquê daquelas situações como : separações, abandono, violência doméstica, drogas, alcoolismo na família, miséria, ... Souza coloca, a partir de autorrelatos de professores, que os grandes motivos dos encaminhamentos para os atendimentos psicológicos relacionam-se aos mais diversos tipos de queixas dos alunos. (Souza, 2005)
A falta de motivação, também, é
fator importante que dificultam o
aprendizado. Para Vygotsky, o
pensamento propriamente dito é gerado pela motivação, isto é, por nossos
desejos e necessidades, nossos interesses e emoções. A não motivação ou
desmotivação interfere diretamente na
aprendizagem. As motivações dependem do professor, dos seus planos de aula e estratégias
diferenciadas para interessar seus alunos. “ Para motivar os alunos, é
imprescindível analisar as formas de pensar e aprender para desenvolver
estratégias de ensino que partam das suas condições reais, devendo ir além do
cognitivo e avaliar a afetividade (Werneck, 2000)
Refrências:
GRIGORENKO, E. L. The first
candidate gene for dyslexia: Turning the page of a new chapter of research.
Proceedings of the National Academy of Sciences of The United States of
America, Washington, v. 100, n. 20, p. 1190-1192, 2003.
Souza MPR. Prontuários revelando
os bastidores do atendimento psicológico à queixa escolar. Estilos Clin.
2005;10(18):82-107.
Vigotsky LS. Pensamento e
linguagem. 3a ed. São Paulo: Martins Fontes; 1998.
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Reescrevendo Postagens I
Na postagem de 08 de novembro de 2015, sobre Alfabetização escrevi que: A alfabetização é um
processo que se inicia meses após o nascimento e se desenvolve plenamente se
houver um mediador, ou seja, alguém que ensine a criança. Todo este processo de
aprendizagem, a alfabetização, não é natural e requer um esforço
considerável, tanto de quem ensina, como de quem aprende, ainda que isto
aconteça de forma despercebida.
Para
complementar, hoje, usaria teorias para afirmar minhas colocações como
descreve Weisz ao escrever sobre Emília Ferreiro e a revolução
que a mesma gerou em torno da alfabetização:
“Ambiente Alfabetizador”designa de maneira condensada, um ambiente que
propicia inúmeras interações com a língua escrita, interações mediadas com
pessoas que sabem ler e escrever (Weisz, p.12). Reforçando: Kupfer ao escrever sobre Freud relata que: “As
primeiras lições foram recebidas de sua mãe, e a elas seguiram-se as do pai.
Ambos ensinaram-lhe as primeiras letras, assim como o introduziram nos primeiros
textos bíblicos e na religião (Kupfer, p.18), dando assim relevância ao ato da
alfabetização.
Que se
alfabetiza em qualquer lugar e não somente em uma sala cheia de cartazes e
muito colorido. É claro que o lúdico, o colorido e os cartazes auxiliam muito
na alfabetização, pois usamos para aprender a parte visual também, mas com o
passar dos semestres descobri que alfabetizar demanda um esforço muito maior,
com incentivo constante e construção de aprendizagens através das experiências
vividas pelos alunos. Citaria, também, nesta postagem que o aluno não chega à
escola sem saber nada, mas trás consigo uma bagagem de conhecimentos adquiridos
do meio em que vive e com as pessoas a sua volta. KUPFER, Maria C. -Freud e a Educação : o Mestre do Impossível -São Paulo: Scipione, 1989.
WEISZ, Telma - Coleção memória da pedagogia. nº5 , Emília Ferreiro: a construção do conhecimento. Ediouro. São Paulo. 2005
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