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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Reescrevendo postagens VI

Libras & Música

         Ao reler esta postagem me dei conta da mediocridade da mesma. Não consegui argumentar nada das disciplinas e somente fazer queixas.  Se fosse hoje escreveria que as duas disciplinas são de suma importância no currículo do professor. É uma pena que nós professores só consigamos ter contato com estas disciplinas na faculdade ou em algum curso fora da mesma quando procuramos uma especialização. Seria importante não esquecermos  todos os ensinamentos obtidos neste período de aprendizado. Em LIBRAS, com certeza,  é mais difícil de mantermos na memória tantos símbolos feitos com as mãos, pois ainda não temos um número expressivo de pessoas surdas inclusas nas salas de aula. Salientaria, também, a luta dos surdos pelo reconhecimento através  das lutas do movimento surdo brasileiro. Sempre excluídos e colocados à margem da sociedade. Campello & Rezende escrevem que:

Somos intelectuais em busca de uma produção política legítima para a educação dos surdos, que significa uma política educacional permeada pelas necessidades e anseios dos alunos; uma política que condiz com nossa luta, com nossas experiências de vida, com nossos anseios pelos e ao lado de nossos pares surdos, em busca do direito de as crianças surdas terem, desde a mais tenra idade, a possibilidade de adquirir a Identidade Linguística da Comunidade (CAMPELLO;REZENDE)

 Quanto a Música acredito, hoje, que deveríamos utilizar mais a mesma em sala de aula. Ao aprender sobre as tecnologias digitais constatamos que a música é mais uma ferramenta que auxilia no aprendizado.  Infelizmente, na correria do dia a dia acabamos por excluir a música do nosso planejamento. Araújo diz que: A música tem um grande poder de interação e desde muito cedo adquire grande relevância na vida de uma criança despertando sensações diversas, tornando-se uma das formas de linguagem muito apreciada por facilitar a aprendizagem e instigar a memória das pessoas (ARAÚJO), continua afirmando que: 

Sabendo que as aulas de educação artística, onde a música está inserida não tem um papel de grande destaque no currículo escolar, uma vez que as disciplinas seguem uma regra hierárquica, onde as que são tidas como as mais importantes para o desenvolvimento escolar do aluno tem um enorme destaque e são tidas como as demais necessidades para a vida escolar e social do aluno, enquanto as demais disciplinas que estão presentes no currículo são levadas em “banho-maria” nas salas de aula (ARAÚJO).

Araújo diz ainda:

Pode-se atestar que através da música as distintas áreas do conhecimento podem ser incitados. Temos na musicalização um apetrecho para amparar os educandos a desenvolverem o espaço que une expressão de sentimentos, valores culturais, ideias e facilita a comunicação própria do indivíduo. Portanto cabe a nós buscarmos a maior variedade de informações e inserirmos o conhecimento no nosso convívio no dia a dia para que assim interfiramos positivamente e provoquemos nos alunos a verdadeira motivação (ARAÚJO)
A educação musical necessita considerar que o ensino e a aprendizagem de música não ocorrem apenas na sala de aula, mas em circunstancias mais ampla. Por isso, o professor não deve discutir a música na escola, mas refletir sobre em que a educação musical pode ajudar no dia a dia dos alunos, interesses e dificuldades, buscando sempre decifrar a realidade em que vivem e atuam e quais formas de conhecer e aprender. (ARAÚJO).
O ato musical no espaço escolar ajuda no processo de aprendizagem despertando e estimulando a área afetiva, cognitiva e linguística das crianças. As regalias que a música proporciona nesta fase, seja pela expressão de emoções, seja pelo raciocínio, sociabilidade, concentração, comunicação, é de grande aproveitamento para a vida (ARAÙJO). 
CAMPELLO, A. R.; REZENDE, P. L. F. Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história... 72 Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 2/2014, p. 71-92. Editora UFPR Surda.
ARAÚJO, Kenia Kerlley Saraiva de, (https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/a-contribuicao-da-musica-para-desenvolvimento-e-aprendizagem-da-crianca.htm)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Se o mundo fosse surdo.




 No vídeo os papeis se inverteram  e o ouvinte agora é o excluído. Se o mundo fosse  surdo seria o ouvinte que estaria lutando pela inclusão, teria que aprender LIBRAS, lutar por seu direito de ser respeitado como ouvinte. Os ouvintes  teriam de aprender LIBRAS para se comunicar com os surdos, mas no caso do vídeo como os surdos aprenderiam a falar para facilitar a  inclusão do ouvinte?  
            Se eu fosse falante e o mundo surdo me sentiria extremamente excluída, mas teria a oportunidade de aprender LIBRAS , assim como se aprende uma língua estrangeira. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

"Sou surda e não sabia" (filme)

          Achamos que certas realidades estão muito distante de nós, mas com certezas estas realidade baterão a nossa porta algum dia. Ao assistir o filme " Sou surda e não sabia",  observei   as  fases de dificuldades que um não ouvinte passa. A infância é, ao meu ver, a mais cruel destas fases. A criança não entende o que está acontecendo, os pais ficam frustados com a descoberta de ter um filho surdo. É uma difícil jornada para a criança e sua família, família esta que deposita muitas esperanças em uma "cura", que certamente não acontecerá. O filme relata a infância de Sandrine, que na mais tenra infância usa cheiros e toques para identificar a quem ama.  Já mais com mais idade tem a experiência de frequentar uma escola que não permitia a lingua de sinais, mas na pré-adolescência a partir dos 9 anos começa a frequentar uma escola bilingue. Um novo horizonte se abre a sua frente. Resumindo: a menina cresce e não se intimida com suas limitações, não aceita o rótulo de deficiente e se torna atriz.
          O bom de toda esta história é de que a humanidade evolui, no caso aqui, a evolução é na aceitação, para os surdos,  da língua de sinais de que todos deveriam/poderiam utilizar.
          Imaginem a dificuldade de comunicação de pessoas, surdas, que não conhecem os sinais. Deve ser muito decepcionante tentar oralizar e não conseguir, ou pior, achar que só os falentes "ditos normais" podem fazer "tal e tal coisa".
           Graças a coerência de muitos, principalmente de surdos e suas famílias os panoramas vão se modificando e leis foram criadas para legitimar a linguagem de LIBRAS.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Libras & Música

        Parece difícil acreditar, mas as disciplinas de Libras e Música são bem "dificeis". Em Libras há sinais que não terminam mais. Após ver e treinar  pelos vídeos ao final dos mesmos não lembro de quase nada. Em Música fica mais complicado ainda, pois não entendo os termos nem visualizo o que os mesmos representam.  Fica difícil escrever no blog sobre estas disciplinas.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A luta dos Surdos

Após ler o artigo " Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história de lutas do movimento surdo brasileiro" de Ana Regina Campello e Patrícia Luiza Ferreira Rezende, me dei conta das dificuldades que estas pessoas enfrentam no seu dia a dia.  Escutar não lhes faz falta, pois nunca escutaram, mas necessitam se comunicar e ser ouvidos em suas reivindicações. Enfrentam percalços e restrições  no referente a políticas sociais voltadas aos surdos. A difícil jornada  passa por inúmeras questões como:  A negação ao direito de escolher a educação que melhor atende os surdos, o fechamento de escolas especializadas, a total negligência das autoridades competentes para entender as necessidades e anseios de alunos surdos. A difícil manutenção de ambientes que favorecem seu desenvolvimento.
Outro fator que chamou minha atenção, no texto, e a diminuição drástica de matrículas dos alunos em escolas especializadas para surdos e o  fechamento de muitas instituições,  o aumento de matrículas em escolas públicas. Sabemos que a inclusão no Brasil é "para inglês ver". Exemplo: Como um professor, formado há alguns anos, que tem em seu currículo um semestre de Libras vai conseguir se comunicar com uma criança surda de modo satisfatório, onde a criança no decorrer desta transição e adaptação possa manter um  "diálogo" mínimo com seu professor e que acompanhe a turma no que se refere a alfabetização em Português e conteúdos do programa. Até este processo se estabelecer, se for possível, muito tempo e energia serão necessários. O aluno e professor poderão até ficar desmotivados pelo tempo que será necessário para uma inclusão. Como professora me sentiria frustada ao não entender as necessidades do meu aluno. Imaginem, então, o primeiro dia, em que o aluno somente veria minha boca abrir e fechar, sem nada entender, ou quanto tempo eu levaria para me acostumar a não falar de costas para este aluno, entre diversas situações que poderiam acontecer até se estabelecer uma comunicação mínima. Ao meu ver as escolas especializadas para surdos não são segregacionistas, como alguns citam, mas tem em seu papel alfabetizar utilizando uma linguagem bilíngüe, onde a identidade linguística da comunidade de surdos é entendida. Aprender Português e Libras não é segregação, mas uma opção realista para a comunicação dos surdos. Os semelhantes se unem, porque  tanta resistência das autoridades que isto aconteça de maneira tranquila e segura para surdos e seus familiares. Imaginem a  pavor de uma mãe acostumada a levar seu filho(a) a  uma escola especializada, tendo que deixá-lo em uma escola onde o mesmo não é entendido. Para o  concluir, cito trecho do texto:
[...] As crianças surdas precisam ser incluídas primeiramente através da língua e da cultura mais apropriada antes de serem incluídas nas diferentes áreas da vida em estágios posteriores, por exemplo, no ensino médio e superior, bem como na vida profissional. O apoio dos pares é necessário. (ONU, 2011)