quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Alfabetização Matemática.

Conforme o texto "Alfabetização Matemática nas séries iniciais, ..." fica claro a ideia do autor de que a criança deve ser introduzida na matemática desde os primeiros anos de escola. Essa alfabetização inicia-se com a construção da lógica matemática, conforme Kamii (1986), onde tal verificação se dá pela coordenação das relações simples que a criança criou anteriormente entre os objetos. Pela leitura do texto, também podemos perceber, conforme cita Danyluk (1997) "que a" Matemática é considerada, por muitos, uma ciência para poucos ou uma ciência para "gênios"" e que está fora do cotidiano escolar". O autor ainda afirma através de citação, também de Danyluk , " que o processo de alfabetização pode ser dar conjuntamente com a aquisição da leitura e escrita".
Inia-se a alfabetização matemática com a comparação, correspondência, classificação, seriação, pertinência,  sistema decimal e valor posicional, que são a base para a  matemática.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Tempo no espaço escolar.



Para o professor, na atualidade, o tempo de sala de aula deixa de ser aquele tempo de cumprir com as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária? Sim ou não por que?
R: Não, porque por mais que tentemos, as obrigações e cobranças são constantes. O setor pedagógico das escolas não deixa que esqueçamos dos períodos e dos conteúdos a cumprir. “Dar conta do conteúdo” é parte obrigatória do nosso tempo. Estamos sempre correndo atrás do tempo, que parece nunca ser o suficiente. Ainda, como professores lidamos com outras relações de tempo e espaço na escola, como com os alunos que são observados por não atenderem as exigências da sala de aula, como aprender homogeneamente com o grupo, por não cumprir suas tarefas ao mesmo tempo que os demais, e até mesmo tomar ou comer seu lanche em tempo diferente ao da turma. Sempre pensamos “estamos atrasados novamente”. Como professores temos uma ansiedade de que os alunos aprendam ao mesmo tempo, tudo. Ainda há as rotinas da escola, a qual não conseguimos escapar e que faz parte do bom andamento da escola, como o tempo certo para ir ao recreio, para usar a pracinha, o laboratório de informática, a biblioteca, o banheiro, e até tomar água. Somos controladores do tempo. Enquanto a aluno está em sala de aula, seus passos são rigidamente cronometrados. Temos, também, como professores, muita dificuldade de aliar a quantidade de tempo com a qualidade do mesmo. Perdemos muitos minutos do nosso dia educando, no sentido literal de dar limites, ensinar a se portar em sala de aula, respeitar o próximo, legado da família delegado nesta época ao professor, que não consegue, por estes motivos, ser um mediador de maneira plena. Quantas vezes nos deparamos com um projeto ou plano de aula, ao qual demandamos várias horas de aplicação (tempo de novo), normalmente em casa, que não conseguimos aplicar por que dois alunos brigaram em sala de aula, por que a mãe veio reclamar que o celular do filho foi roubado na escola, e várias outras situações, que ocorrem em sala de aula, que fogem ao controle do professor, por que os alunos chegam as escolas cada vez mais sem a educação básica esperada de casa.
            Dificilmente os alunos, professores e direção, dentro de uma escola conseguem conciliar o tempo.  Os alunos não têm tempo para brincar e criar, o lúdico fica muito prejudicado pois os professores estão tolhidos pelos currículos. As direções se esforçam, mas estão sempre usando o seu tempo para conseguir verbas, resolver problemas e lidar com processos burocráticos infinitos. As rotinas nas escolas, não podemos negar, são necessárias, rotinas alicerçadas pelo tempo, mas, também muito frustrantes e cansativas.
 A humanidade é movida pelo tempo, e nele deposita suas esperanças.
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente. (Cortar o tempo – DRUMMOND)      



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Rubens Alves

Ao ler o texto de Rubens Alves "Gaiolas ou Asas", nos deparamos, como o próprio autor diz: um aforismo sobre como dar ao aluno a possibilidade de aprender através do próprio esforço e interesse. Quando o autor escreve: "Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados têm sempre um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso  elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado."(Rubens Alves). Nos deparamos com a mediocridade em que se encontra a educação, com currículos pré estabelecidos, conteúdos repetitivos, pouquíssimas pesquisas e projetos, onde o aluno aprenderia por interesse. Nos esbarramos ainda com a desmotivação dos professores que são obrigados a dar aulas para atingir ao final do ano a porcentagem de conteúdos mínima para aprovação do aluno.  O aluno trás dentro de si uma curiosidade nata, pois vemos todos os dias que aprendem com rapidez, mas só aprendem o que lhes é prazeroso e instigante. O ensino na maioria das escolas do Brasil ainda se encontra em uma forma "quadrada", exata, sem condições de dar ao aluno o prazer de investigar, duvidar, realizar pesquisas, promover seu próprio jeito de adquirir conhecimento. Os passos para mudar este quadro estão sendo dados, de forma lenta, mas com certeza, ainda veremos muitas transformações na educação

 Referência:
ALVES, Rubem . Gaiolas ou asas?
In: ALVES, Rubem. Por uma educação romântica. Campinas: Papirus, 2002, p.29- 32.

sábado, 1 de outubro de 2016

Mal estar docente.



DENISE EGÍDIO DOS SANTOS GHIORZI
ROSANGELA LA REGINA LIESENFELD

SEMINÁRIO INTEGRADO IV


 MAL ESTAR DOCENTE 


 MAL-ESTAR
substantivo masculino
1.    1.
sensação desagradável de perturbação do organismo; indisposição que não chega a configurar doença; incômodo, indisposição.
2.    2.
estado de inquietação, de aflição mal definida; ansiedade, insatisfação.
"m. social"



            É com consternação que escrevemos este texto. Antes de analisarmos o MAL ESTAR DOCENTE, pesquisamos o que seria  “mal estar” (vide acima). Nós fazemos parte do grupo que se encaixa em 2.2 onde diz: estado de inquietação, de aflição mal definida; ansiedade, insatisfação”. Estamos nos sentindo inseguras da escolha de sermos docentes, realmente incomodadas com a atual situação do professor, das escolas, dos alunos e o descaso do governo.
            Nos defrontamos diariamente com o desestímulo, muitas vezes deixando de lado nossos projetos e ambições, sejam elas da promoção da educação ou promoção profissional. Mas por que isso está ocorrendo? São respostas complexas, e que não podem ser respondidas facilmente.
A escola está agonizando e junto com ela o professor está entrando em sofrimento.  Em uma breve relação de fatos podemos começar com a falta de limite dos alunos, que provêm de meios diversos, onde este meio em que vivem influenciam com muito impacto em nossos alunos. Crianças que chegam as escolas sem limites, violentos, abusados, drogados, com problemas cognitivos e de desenvolvimento, sem estrutura ou apoio familiar. Sendo muitas vezes o alvo real o descaso familiar com a criança os geradores e reforçadores tais comportamentos.
Muitos educadores têm sentido “na pele” o que é a violência dentro das escolas, muitos são agredidos verbal e fisicamente. É grande a porcentagem de professores que está fora de sala de aula por causa deste tipo de trauma. Está designado ao mestre, neste século, não somente ser mediador e ensinar, mas, também, educar. E quando falamos em educar é no sentido literal da incumbência que seria da família, tal como dar os limites já mencionados, ensinar a criança a respeitar para ser respeitado, lidar com frustrações e toda uma gama da educação que cabe a família.
Todos estes fatos são muito impactantes, pois o professor lida com isto diariamente. E isso é preocupante ao extremo, pois estes confrontos entre o querer fazer e o não poder estão nos desencorajando.

“É minha hipótese que o sofrimento dos professores, as suas queixas frequentes quanto ao insuportável trabalho docente e, no limite, o seu adoecimento expressam, sintomaticamente, a situação de abandono em que se encontra a escola; sugerem uma certa desistência da educação enquanto projeto de preparação de crianças e jovens para que encontrem o seu lugar no mundo adulto. Desistindo da realização do projeto educativo, os professores, na verdade, estariam se demitindo de sua posição de educador e, em decorrência, renunciando ao ato educativo.  Cláudia Murta,  2002. s/p.

            O trabalho docente se torna cansativo e obrigatório, também por causa do descaso das autoridades, dos governos dos estados, que não dão o justo valor ao serviço do professor. Não é pago um salário justo e digno, e na atual conjuntura do nosso estado, nem mesmo os salários em dia. A sobrecarga de serviço é enorme, e a compensação é quase nula. É dito que o professor tem regalias e ganha até mesmo para trabalhar em casa. Sabemos que esta compensação financeira está aquém das necessidades destes indivíduos. Os salários não estão compensando o alto desgaste físico, emocional que o professor vem enfrentando.
            As escolas estão sucateadas, sem apoio financeiro dos órgãos públicos, a verba da merenda é medíocre e nos perguntamos como podem crianças carentes aprenderem com fome. É nosso testemunho fiel que muitos alunos recebem, na merenda, três ou quatro bolachas no turno.
            Os professores tentam exaustivamente colocar seus projetos em andamento, mas sem apoio, nem sempre podem comprar com sua verba material para dar aos alunos. Por mais criativos que sejam, em algum momento são necessários alguns itens que a escola não possui. Vivemos a realidade onde as escolas não têm verba para a merenda e muito menos para lápis de escrever e folhas de ofício. Material básico em qualquer escola.
            A cada dia, o professor enfrenta trabalhos Herculanos, insiste, prossegue, mas a que custo? Emocional!  Financeiro! Profissional! Vai aos poucos abandonando suas convicções. Vai desassistindo seus alunos, tenta ser resiliente, mas as dificuldades custam a ser superadas e vamos pouco a pouco vendo colegas desistirem de educar. Não podemos censurá-los, pois quantas vezes já não pensamos em desistir e fazer algo diferente.





Referências bibliograficas:
 Murta, Cláudia -  intitulado Magistério e sofrimento psíquico: contribuição para uma leitura psicanalítica da escola. Publicado nos Anais do 3º. Colóquio do LEPSI/FE-USP, São Paulo em 2002. s/p.




quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Escrita e autoria.

    Esta semana em Seminário IV foi nos apresentado um power point sobre Escrita e Autoria. Refletindo, escrevo, agora ,neste momento autora, sobre  o Curso PEAD, que é uma experiência totalmente nova desde o ingresso no mesmo. As primeiras publicações, considero  autorias modestas. No decorrer desta jornada, me analisei e "descobri" que escreve com simplicidade,  sem convicção ou argumentação aquele sujeito que pouco lê. Confesso que sou, ou era, uma destas pessoas. Nunca tinha tempo para ler,  estava sempre cansada, pois " a desculpa do cego é a bengala", e hoje, na obrigação de me superar, de tirar boas notas no curso, de aprender, deixo o cansaço de lado e me ponho a ler tudo que posso. Claro que ainda tenho meus limites, mas acho, em minha humilde percepção que estou mehorando e no caminho certo. Outrora não teria coragem de escrever, hoje já o faço com pouco  mais de entendimento e confiança, pois não me nego em dizer o Curso PEAD é um divisor de águas em minha vida. Minha mente está mais aberta e meu senso crítico mais apurado. Confesso minhas dificuldades em caracterizar um texto como dissertativo, narrativo ou argumentativo, mas é algo de extrema importância, pois faz parte de que escolhi em minha profissão e me sinto na obrigação de evoluir.

domingo, 25 de setembro de 2016

Ensino da Geografia no espaço escolar

      E na Educação infantil e anos iniciais que a Geografia começa a dar seus primeiros passos, onde se começa a centralizar os alunos e a explorar as regiões a sua volta bem como a sua lateralidade. Para ensinar Geografia o professor necessita saber um pouco sobre a cartografia, para poder passar para seus alunos, pois é uma ciência que instrumentaliza os sujeitos a lerem o mundo de forma mais significativa, pois a cartografia é feita de símbolos a serem aprendidos para facilitar a compreensão da organização dos espaços geográficos.  A Geografia auxilia os alunos a fazerem uma leitura (letramento) do mundo, começando pelo local onde residem e estudam. Para que estes alunos possams desenvolver sua consciências espaciais é necessário que façam as ligações e reflexões existentes entre seu meio e os elementos (sujeitos) da comunidade. Em todo este contexto, também deve ser trabalhado a memória, tanto do aluno, como da comunidade da cidade/estado/país em que vivem, reconhecendo as referências que delas fazem parte.

A História no espaço escolar.

     A autora Elza Nadai mostra em seu artigo o longo percurso na atividade escolar do ensinar  a História e da hostilização que a disciplina sofre ao longo dos tempos devido as evidência do esgotamento do modelo educativo adotado. A disciplina de História começa a veicular em universidades e escolas no intuito de tornar os países laicos. Onde, os pensadores e mestres, tentavam sair da opressão da Igreja. Mas a educação e os fatos eram todos modelos europeus gigantescamente valorizados pela mesma cultura, a europeia, ficando a História das Américas,regiões nativas , a escravidão, em um segundo plano bem medíocre.
      No Brasil a História nos é contada, também por um modelo europeu e na Ditadura em uma versão nada popular e sim muito censurada, onde nesta época, muitas escolas foram fechadas,  professores, alunos, artistas de várias áreas foram perseguidos, torturados, exilados e mortos por suas convicções. Heróis foram criados nesta época, conforme a Ditadura exigia, e hoje, graças a modificação na visão histórica vemos a justiça tentando ser feita através de indenizações e ruas e avenidas mudarem de nome. O texto me passa a ideia de que a História tem que ser valorizada desde o princípio da escolarização, tendo como referências primordiais as histórias e o meio em que os alunos estão inseridos, valorizando suas experiências e os espaços aos quais frequentam.