segunda-feira, 11 de julho de 2016

Projetos de Aprendizagem

Frequentei a escola em plena ditadura. E o que a Ditadura tem a ver com Projetos de Aprendizagem? Explico: a meu ver, nesta época os conteúdos currículares eram simplesmente" despejados" ao longo do ano letivo. A aprendizagem era feita através da memorização onde decoravamos até a localização das estrelas no mapa do Brasil. E antes da Ditadura também era  da mesma forma. O saber era concentrado na figura do mestre, só ele detinha o conhecimento, e dificilmente aceitava ser confrontado.  Ao longo dos anos , aos quais não tive acesso a nada  referente a educação, não me dei conta que este tipo de ensino ficou ultrapassado. Tive um choque de realidade ao ingressar no curso do Magistério e ser apresentada aos projetos de aprendizagem. Não queria fazer projetos! Queria tudo como era antigamente: a matéria "mastigada", onde meu único trabalho seria copiar do quadro  e estudar em casa. Foi, também, uma surpresa saber que não era a unica na sala que queria a mesma coisa. A  maioria das alunas, entre 30 e 40 anos, também não aceitava o método dos projetos. Não nos era comum aquele tipo de trabalho, éramos  "cria" da educação ditatorial. Nos reunimos e decidimos para o nosso próprio bem absorver este novo método de aprendizagem que nos era apresentado, pois fomos informadas pelos professores que os Projetos eram a forma atual de aprendizado, onde o aluno tem que pesquisar para aprender. Foi difícil no começo, mas fomos aos poucos no adaptando ao que para muitos alunos hoje é normal. Ao longo do curso foram desenvolvidos vários projetos e aos final de cada semestre os projetos deveriam abordar todas as disciplinas. 
Ao meu ver o texto fala deste tipo de experiência a qual tive. Onde as respostas não estão prontas, onde é necessário fazer questionamentos,  desacomodar, tirar o aluno da  zona de conforto. Faze-lo questionar, pensar, buscar respostas, averiguar o que até então é dado como certeza para realmente saber se é certo ou não. Os projetos começam de simples perguntas, e podem ser aplicados desde muitos cedo, desde que  haja interesse. Ouvir os questionamentos dos alunos é parte importantíssima nos projetos, pois é através das perguntas que fazem que o projeto vai  tomando forma. A mediação do professor se torna necessária  para orientar e direcionar o projeto. 

sábado, 25 de junho de 2016

O movimento das linguagens.

         A linguagem muda constantemente. Criamos todos os dias palavras novas, significados novos, simples evolução da necessidade contemporânea. Em LIBRAS não é diferente!. Há necessidade da criação de novos sinais também, pois,   todos os novos termos criados pelos  "falantes" se inserem no mundo dos surdos. As vezes estes sinais novos não são claramente identificados, mas com certeza logo estarão inseridos  na linguagem, pois o processo é aceleradoe  ninguém quer ou pode ficar sem se comunicar. Como há várias comunidades surdas o processo de introdução destes novos sinais são naturais. Contamos, hoje, com as tecnologias, onde a comunicação é instanânea e logo todos estão falando ou gesticulando as mesmas palavras.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Se o mundo fosse surdo.




 No vídeo os papeis se inverteram  e o ouvinte agora é o excluído. Se o mundo fosse  surdo seria o ouvinte que estaria lutando pela inclusão, teria que aprender LIBRAS, lutar por seu direito de ser respeitado como ouvinte. Os ouvintes  teriam de aprender LIBRAS para se comunicar com os surdos, mas no caso do vídeo como os surdos aprenderiam a falar para facilitar a  inclusão do ouvinte?  
            Se eu fosse falante e o mundo surdo me sentiria extremamente excluída, mas teria a oportunidade de aprender LIBRAS , assim como se aprende uma língua estrangeira. 

domingo, 12 de junho de 2016

Poesia - Plano de Aula.

          Esta semana na aula de Literatura Infanto juvenil foi solicitado  uma atividade que trabalhasse com poesia. Grata foi a minha surpresa pela aceitação dos meus alunos, que tem em torno de seis anos a seis anos e meio. Gostaram e participaram ativamente das atividades. Ao aplicar o plano de aula, gostaria de ter feitos mais algumas atividades, mas o material disponível na escola foi insufuciente, mas tenho a intenção de ampliar este plano para uma próxima aula de poesia, talves usando até a mesma poesia (A Foca de Vinicius de Moraes) para analisar os conceitos que vão mudar no decorrer do crescimento dos meus alunos.
PLANO DE AULA
TURMA: 1º ano
FAIXA ETÁRIA: 6 anos a 6 anos e 6 meses
OBJETIVOS: Trabalhar a oralidade do grupo, estimular a reflexão e criatividade, estimular o ato de escutar, trabalhar ao alfabeto ( no caso a letra F da palavra FOCA). Promover a cópia do quadro, trabalhando assim a caligrafia.
DESENVOLVIMENTO DA AULA: Aula explicativa expositiva.
POESIA: A Foca – Vinicius de Moraes.
1- Conversa sobre o animal descrito na poesia, no caso uma foca.
Perguntas: - Voce conhece uma foca? – Você já viu uma foca em algum lugar?(tv, revista, ...? – Você sabe onde vivem as focas? -  O que as focas comem?, ...
2 – Leitura da poesia A FOCA de Vinícius de Moraes
3 – Leitura em conjunto com os alunos (a professora lê uma frases eos alunos repetem)
4 – A professora escreve a poesia na no quadro.
5 - Leitura em conjunto com os alunos ( a professora lê a frase e quando chega na palavra FOCA a professora toca no quadro e os alunos repetem a palavra) l
6 – Cópia do quadro da poesia,
7 – Desenho sobre a poesia.
8 – Atividade (folha) com a letra F e a FOCA, para pintar e escrever a palavra.










terça-feira, 7 de junho de 2016

"Sou surda e não sabia" (filme)

          Achamos que certas realidades estão muito distante de nós, mas com certezas estas realidade baterão a nossa porta algum dia. Ao assistir o filme " Sou surda e não sabia",  observei   as  fases de dificuldades que um não ouvinte passa. A infância é, ao meu ver, a mais cruel destas fases. A criança não entende o que está acontecendo, os pais ficam frustados com a descoberta de ter um filho surdo. É uma difícil jornada para a criança e sua família, família esta que deposita muitas esperanças em uma "cura", que certamente não acontecerá. O filme relata a infância de Sandrine, que na mais tenra infância usa cheiros e toques para identificar a quem ama.  Já mais com mais idade tem a experiência de frequentar uma escola que não permitia a lingua de sinais, mas na pré-adolescência a partir dos 9 anos começa a frequentar uma escola bilingue. Um novo horizonte se abre a sua frente. Resumindo: a menina cresce e não se intimida com suas limitações, não aceita o rótulo de deficiente e se torna atriz.
          O bom de toda esta história é de que a humanidade evolui, no caso aqui, a evolução é na aceitação, para os surdos,  da língua de sinais de que todos deveriam/poderiam utilizar.
          Imaginem a dificuldade de comunicação de pessoas, surdas, que não conhecem os sinais. Deve ser muito decepcionante tentar oralizar e não conseguir, ou pior, achar que só os falentes "ditos normais" podem fazer "tal e tal coisa".
           Graças a coerência de muitos, principalmente de surdos e suas famílias os panoramas vão se modificando e leis foram criadas para legitimar a linguagem de LIBRAS.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Libras & Música

        Parece difícil acreditar, mas as disciplinas de Libras e Música são bem "dificeis". Em Libras há sinais que não terminam mais. Após ver e treinar  pelos vídeos ao final dos mesmos não lembro de quase nada. Em Música fica mais complicado ainda, pois não entendo os termos nem visualizo o que os mesmos representam.  Fica difícil escrever no blog sobre estas disciplinas.

terça-feira, 24 de maio de 2016

O jogo e o desenvolvimento.

          O jogo é fundamental para o desenvolvimento humano. No princípio são jogos de repetição, visando testar a capacidade de cada indivíduo. Vemos isso quando uma criança, pequena, com mais ou menos dois anos de idade joga longe um brinquedo, repetidamente. Não o joga simplesmente para que outro indivíduo o pegue, mas sim, testando sua capacidade de atirar o objeto cada vez mais longe. O simples fato de colocar um objeto no cobertor e arrasta-lo passa a ser um jogo. O jogo de esconde-esconde com as mãos ou um pano sobre  a cabeça se torna uma agradável brincadeira. Quando falamos para um bebê de 1 ano "namorar", o simples piscar repetidamente se torna outra brincadeira prazeiosa. Com o crescimento das crianças são incluidos nos jogos brinquedos ou objetos que possam representar um brinquedo. E mais tarde jogos com  regras  pré-estabelecidas.
          No que se refere a regras elas existem nos jogos desde muito cedo, mas é  a quando a criança define suas próprias regras é que os "desafios" do jogo são superados.
Bebê brincando com utensílios de cozinha
http://socorronacozinha.com.br/guia-brincar-cozinhar/-criancas