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domingo, 12 de novembro de 2017

Piaget - Epistemologia Genética

A respeito do vídeo confesso que a Epistemologia Genética ficou mais fácil de se compreender, pois La Taille explica os termos usados por Piaget com um vocabulário mais simples, facilitando o entendimento  dando exemplos dos conceitos.
Assimilação : a interpretação do mundo, apropriar-se de alguns elementos do mesmo (conhecer o objeto).
Acomodação:  organização da inteligência que se modifica para dar conta das singularidades do objeto.
Equilibração: é decorrente do desequilíbrio, com o surgimento de novos objetos,  então  acomoda-se ao novo objeto para se equilibrar.
Abstração Empírica: absorção das informações que são retiradas do objeto do conhecimento.
Abstração reflexiva:É o pensar sobre a ação.Como o sujeito se relaciona com este objeto.
Para Piaget a inteligência começa a se desenvolver já ao nascer ,  não tem limites, transformando-se e evoluindo cada vez mais a cada nova experiência desencadeada pelo meio e pelas ações no objeto .  É  bem anterior a fala que é um divisor de águas fundamental para os estágios seguintes.  A inteligência não teria um desenvolvimento linear aonde à mesma vai acumulando as informações, mas sim dependente destes estágios, sendo os estágios progressivos  e sempre superados pelo estágio anterior. Cada estágio têm suas características próprias  e todos os indivíduos passam por eles.
Estágios: Motor 0 a 24 meses, Pré operatório 2 a 7anos, Operatório após os 7 anos (concreto 7 a 11 anos/ formal 12 anos em diante).
Baseados nas Teorias de Piaget, nós podemos compreender melhor a criança e suas ações. O porquê do seu Egocentrismo, da sua capacidade de ação, do momento ideal do aparecimento da linguagem, da moral, ... Como educador estar preparado para entender os conflitos e descobertas, ou seja na sua Equilibração,  proporcionando, também, experiências gratificantes e significativas para auxiliar no desenvolvimento da construção do conhecimento.
             


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Teoria do Desenvolvimento Cognitivo - Piaget


Piaget criou a teoria do desenvolvimento cognitivo, onde a adaptação do sujeito ao mundo, bem como a sua organização está vinculada a inteligência e experiências. O desenvolvimento é entendido como uma equilibração, que vai progredindo. O equilíbrio é dado por fases, pois o desenvolvimento mental e progressivo e contínuo, transformando a percepção das coisas, ou seja, o sujeito vai avançando estágios que vão sendo assimilados e integrados a estágios posteriores do desenvolvimento. Para se passar para o próximo estágio é necessários que o estágio atual esteja assimilado, pois fará parte do próximo. As assimilações não são descartadas e sim necessárias para as próximas assimilações e acomodações. Estes estágios são compostos de mecanismos funcionais   (necessidades) que desequilibram o estágio e desencadeiam novas reequilibrações. Para Piaget as adaptações do sujeito são entendidas como equilibração das assimilações e acomodações. No decorrer do crescimento o desenvolvimento metal é dividido pelas idades. Primeira infância de 0 a 2 anos ( superação de obstáculos- motor). Dos 2 a 7 anos (surgimento da linguagem, socialização) . Segunda infância dos 7 as 12 anos (etapa escolar - novos tipos de socialização - liberação do egocentrismo - respeito mútuo- as intuições estão em um nível mais elevado). Na adolescência o sujeito já constrói sistemas e teorias. São as construções abstratas. Lá pelos 11 e 12 anos ocorre a passagem do pensamento concreto para o formal (hipótese-dedução).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Por que Piaget?

                 Emília Ferreiro e Ana Teberosky optam por Piaget por que os trabalhos existentes sobre a aquisição da leitura e escrita eram insuficientes para montar uma teoria palpável. Piaget introduz a escrita como objeto de conhecimento, trata o aluno como sujeito capaz de aprender, onde o mesmo tem condições assimilar, e que os processo de aprendizagem não depende dos métodos utilizados.

                 Projeto experimental:
                 - Não identificar leitura como decifrado (ler não equivale a identificação de grafias e sons).
                 - Não identificar grafia como cópia de um modelo. Usar as próprias hipóteses sobre o significado gráfico da palavra.
                 - Não identifica progressos na conceitualização com avanços referentes a decifração de códigos, ou na exatidão da cópia. A escrita supõe etapas de estruturação de conhecimento.
               

                  Implicações (comprometimento ):
                  - Usar situações experimentais estruturadas porém flexíveis.
                  - Interação entre o sujeito (aluno) e o objeto do conhecimento (leitura e escrita).
                  - Diálogo entre o sujeito e o entrevistador, evidenciando os mecanismos do pensamento.
                  - Método clínico, buscando o conhecimento de respostas originais.

                   Aspectos investigativos:
                    - Os aspectos formais do grafismo e sua interpretação (letras, números e sinais de pontuação).
                    - Leitura com imagem.
                    - Leitura sem imagem: a interpretação dos fragmentos de um texto.
                    - Atos de leitura.
                    - Evolução da escrita.

                     Evolução da escrita:
                      - Escrita do nome próprio.
                      - Escrita do nome de algum amigo ou parente.
                      - Contrastar desenho com situação de escrita.
                      - Escrita de palavras  usadas habituais usadas no início da alfabetização.
                      - Escrita de palavras desconhecidas.
                      - Escrita de uma sentença.
 
                      Categoria dos resultados obtidos:
                       - Nível 1 - Reprodução de traços típicos da escrita, que acriança identifica como forma básica de escrita; tentativas de correspondência figurativa entre a escrita e o objeto referido; as grafias são variadas e a quantidade de grafias é constante.
                        - Nível 2 - Atribui significados diferentes a escrita; formas fixas; proeminência da letra maiúscula de imprensa.
                        - Nível 3 - Valor sonoro a cada uma das letras que compõem uma escrita, cada letra vale uma sílaba (hipótese silábica)
                        - Nível 4 - Passagem da hipótese silábica para alfabética (conflito entre hipótese silábica e a exigência de quantidade mínima de letras.
                        - Nível 5 - Escrita alfabética, passando a ter dificuldades quanto a ortografia, mas não tem problemas de escritas.

                        Características do progresso na resolução dos problemas:
                         - A coerência que as crianças exigem de si mesmas;
                         - A lógica interna da progressão seguida.