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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Texto referente as teorias de Reys.

A partir do texto de Reys podemos escrever que: ao planejar a realidade social do aluno tem que ser levada em conta, pois tal planejamento deve ajudar a elevar a autoestima do mesmo e seu empoderamento perante a sociedade.  O diálogo entre aluno e o professor faz parte deste processo sendo muito importante, pois auxilia o mestre a conhecer a característica do seu aluno e o meio social em que vive, suas experiências, histórias e conflitos. Neste caso o planejamento se torna um meio de integrar o sujeito com a sociedade levando-o a interagir com a mesma usando sua criticidade, seus questionamentos, sua ética e sua solidariedade. Para que estas parcelas de interações aconteçam se faz imperativo que os conteúdos do planejamento sejam baseados nos problemas socioculturais onde o sujeito (aluno) está inserido. Ao planejar com estas bases o planejamento pode e deve ser reestruturado conforme a necessidade que se apresenta, buscando, como já foi escrito, a evolução do aluno como ser crítico, pensante e ético. Mas para que este todo processo realmente seja válido a aprendizagem deve se dar em um contexto de ação-reflexão-ação do aluno do professor.

 E por último, mas não menos importante, é fundamental pensarmos em como avaliamos nosso aluno, que é ser dotado de emoções e sentimentos, com habilidades e dificuldades. O sistema nos exige uma nota, uma quantificação do aprendizado, mas o aluno não se resume ao que decorou ou aprendeu. Um aluno tem que ser considerado por sua evolução como ser humano em sua integridade e não somente no que consegui assimilar de conteúdo dentro de uma escola.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

ResumoTexto - Planejamento em busca de caminhos de Maria B. C Rodrigues.

Didática
Planejamento em busca de caminhos: Maria Bernadete Castro Rodrigues – Resumo do texto.
            A autora começa o texto explanando sobre os planejamentos, aos quais ensinava, e de como suas configurações eram baseadas em hipóteses, pois desta forma, hipotética, no planejamento era necessário criar situações de ação, perguntas e respostas, tendo ainda, que prever como e onde seriam realizadas atividades. Algo meramente burocrático e que ficavam arquivados, pois seguiam regras preestabelecidas, com ações mecânicas e rotineiras.
            Ante a sua necessidade e inquietação a autora começa a buscar informações que fossem relevantes para a realização dos planejamentos.  Começou por buscar teóricos que embasassem suas deficiências em ensinar a planejar, descobrindo que a forma como eram feitos estava em discordância do que sabia até então. Descobriu que as perguntas para se fazer um planejamento estavam erradas e compreende que é necessário não saber como se faz um planejamento, mas, sim para que e para quem era realizado o planejamento, fugindo, assim, da forma como o planejamento era realizado com intenção de manter o controle social dos sujeitos. Redescobre-se defendendo um planejamento de e com intenções, onde o mesmo possa ser embasado em referências e teóricos e com intencionalidade de gerar reflexões.
            Acaba tomando por base que a ação pedagógica necessita de pressupostos teóricos, para facilitarem as diretrizes de trabalho que definiram os procedimentos a serem executados. Tem por base que a ação pedagógica, como citam os autores que estudou, no planejamento deve visar uma interdisciplinaridade tendo como sustentação as relações de classe, as etnias e os gêneros.
            Analisa que o currículo deve servir para atender as necessidades dos alunos e para que os mesmos compreendam a sociedade a qual estão inseridos, assim, serve o currículo, também para desenvolver as várias/outras aptidões dos alunos como: autonomia, solidariedade, ética, ações democráticas.

            Maria Bernadete, no texto, registra algumas formas de integração do currículo, onde faz referência dá necessidade de criar condições nos ambientes de ensino para motivar o aluno a investigar, indagar e aprender. Lista, também os elementos básicos e obrigatórios para fazer um bom planejamento: objetivo, justificativa, temática, estratégia, localização, recursos e avaliação. Para finalizar sinaliza a importância do diário de classe, onde os registros servem como instrumento de reflexão do professor sobre suas práticas. 

quarta-feira, 18 de abril de 2018


No texto de abertura, Hilton Japiassu nos fala da compartimentalização dos saberes e da importância do trabalho integrado. De que modo vocês relacionam estas questões com a “Fragmentação dos processos de produção (Taylorismo & Fordismo) e da cultura escolar” e “As novas necessidades das economias de produção flexível” expostas por Santomé?
Na  era do Fordismo e no Taylorismo a cultura escolar baseava-se no propósitos de formar cidadãos não pensantes, mas operantes. Uma mecanização homogeneizadora, como enfatiza Santomé.
“Com uma estratégia similar acentua-se a divisão social e técnica do trabalho; só umas poucas pessoas, muito especializadas, chegam a compreender claramente todos os passos da produção de qualquer mercadoria, e o que a motiva. Por meio de uma sofisticação cada vez maior da tecnologia, por outro lado, as máquinas puderam começar a encarregar-se dos trabalhos mais especializados. Os operários e operárias geralmente tinham que atender apenas às atividades menos complexas, mais rotineiras e monótonas.”
“As conseqüências desta desapropriação de conhecimentos e destrezas dos trabalhadores por máquinas e robôs representam um atentado contra os seus direitos à participação dos processos de tomada de decisões, impedindo a democratização dos processos de produção; ao mesmo tempo, a imensa maioria das vagas de trabalho pode ser ocupada facilmente por qualquer pessoa, sem necessidade de uma formação especializada.”
Nesta época não era importante educar os alunos para compreenderem o que estavam fazendo, mas sim que fossem alunos que ao acabar a época escolar estivessem aptos ao trabalho automático e inconsciente. Não era necessário ser nenhum gênio ou ter boa formação para trabalhar nas fábricas ou nas indústrias, então formar pessoas capazes de apertarem botões, acatarem ordens, serem submissos, não reclamarem era a opção mais certa a fazer. Para tanto eram usadas nas escolas, o ensino fragmentado, desconectando o aluno do geral e fragmentando seu conhecimento, para que o mesmo não pudesse relacionar ou entender certos propósitos intrinsecamente ligados a sua formação.
Com o passar das épocas e após vários tipos de intervenções no mercado de produção e consumo, onde as falhas não poderiam mais ser toleradas  o tempo teria que ser diminuído e a produção aumentada foram desenvolvidos  estratégias para garantir  a eficiência. Então se passa a procurar mão de obra com um nível maior de especialização, e para o sujeito ser especializado é necessário que seu escolarização seja diferente do ensino bancário.  Passa-se a valorizar as especificidades dos indivíduos, onde os sujeitos tenham uma formação continuada para poderem pensar como resolver os problemas que surgirão nas atividades a que se propõem. 
Mesmo que a Educação seja voltada hoje com a primazia de formar  indivíduos educados para transcenderem as formas de pensamentos antiquados/obsoletos/ultrapassados da manutenção de  mão de obra barata, que sejam capacitados a serem mais autônomos,  ainda hoje são colocados no mercado de trabalho uma grande gama de pessoas sem condições de opinarem, escolherem, discutirem, indagarem, protestarem, julgarem e reivindicarem seus diretos e ainda submissos e que querem a todo custo manter seu emprego. Atualmente um grande números, maioria de pessoas habilitadas a trabalharem, estão em subempregos ou empregos informais ou ainda mecânicos. Isto se deve ao fato da escola, mesmo com toda a evolução, globalização e desengavetamento das disciplinas, ainda  praticarem um ensino voltado a produção capitalista e preservação/manutenção do enriquecimento de uma minoria? São as leis e decretos, atuais, que regem a Educação, burlados no meio do caminho para garantir que o processo de manutenção de mão de obra continue não pensante? A humanidade caminha a passos largos na evolução humana, mas o consumismo desenfreado e a ambição fazem  suas vítimas diariamente.

Referências:
SANTOMÉ, Jurjo Torres - GLOBALIZAÇÃO E INTERDISCIPLINARIDADE O Currículo Integrado – Artemed, 1998.